Três perguntas para Carlos Eduardo de Magalhães

ce magalhaes 3O escritor Carlos Eduardo de Magalhães participa nesta quinta-feira do 1.º Emil – Encontro Mundial da Invenção Literária, que será realizado em vários espaços da capital paulista. Ele vai bater papo com o público às 18h na Livraria Cultura Bourbon (Rua Turiassú, 2100 – Perdizes). Autor de Trova e Pitanga, entre outros romances, ainda este mês, lança Super-homem, Não-homem, Carol e Os Invisíveis (Grua), uma história de amor e amizade que se divide por São Paulo e Rio de Janeiro, com um toque de violência, e que terá uma capa incrível em estilo HQ de Osi Nascimento.

SM – Depois de um romance envolvendo amigos da faculdade, um triângulo amoroso. Como surgiu esta ideia?

CEM – A ideia não foi tanto de um triângulo amoroso, mas de uma Carol quase que intermediando as percepções que o Marcos super-homem e o Marcos não-homem têm de si. Além de ser uma referência afetiva dos dois, ela é psicóloga, o que lhe confere um olhar técnico. Os primeiros contornos do Marcos super-homem começaram a se desenhar em 2009, num festival de cinema. O Marcos não-homem veio depois, como antagonista necessário. Surgiu a Carol. E Os Invisíveis se impuseram na história quando estava sendo escrita e ganharam protagonismo.

SM – Foi importante ambientar parte do livro no Rio de Janeiro?

CEM – Sim, era importante os dois Marcos estarem em cidades diferentes correndo um dia em paralelo. Um mora em São Paulo, que é cenário de muitos dos meus livros, e me pareceu que Os Invisíveis mereciam mais sorte e só poderiam ser do Rio de Janeiro, com toda sua exuberância e contradições. E também como sendo contraponto a São Paulo. O Rio é uma cidade que por muito tempo definiu (se é que ainda não define) como o país se vê e como é visto.

SM – Você participa esta semana do Emil. Para o escritor, é fundamental o encontro com seu público?

CEM – Fundamental, para o autor, é o encontro do leitor com o seu livro. Sua figura é irrelevante diante do seu trabalho. Mas se o encontro com o autor puder, de alguma maneira, despertar o interesse pela leitura (de livros do autor, ou de outro autor), então acho que é bom.  A troca de ideias é sempre boa. Pro escritor, fundamental é o encontrar-se com o mundo, e encontrar-se com pessoas interessadas é encontrar-se com o mundo.

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