Os livros da vida de Javier Rapp

javier livro 1Nascido em Bariloche, na Argentina, mas morando no Rio desde 1976, Javier Rapp, mestre em Ciência da Literatura pela UFRJ, está lançando Distrações (Scortecci), com poemas que dialogam com a tradição e a contemporaneidade, transitando por diversas escolas estéticas e abordando temas variados, o que reflete a visão aberta e cosmopolita de um cidadão do mundo. Nos versos, há diversos sotaques, como o carioca de agora, um quê europeu e outro das Américas. O livro será lançado na próxima segunda-feira, às 19h, na Livraria Argumento (Rua Dias Ferreira, 417 – Leblon). Aqui, Rapp fala sobre os livros que mais o marcaram.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

JR – Passei a infância e a adolescência pendurado nos livros e também em álbuns gráficos, como Asterix, Tintin, Lucky Luke. Na minha infância na Argentina, devorava as tirinhas da Mafalda e os gibis de um personagem chamado Patoruzu, que era um índio tehuelche oriundo da Patagônia, região onde se insere também Bariloche, minha terra natal. Mas o primeiro livro de que me lembro (certamente houve outros, tenho claramente a sensação de que não era o primeiro livro que eu lia) é a historia de um menino dono de um grande guarda-chuva, que, em uma situação de emergência, se transforma em um barquinho. Lembro bem do desenho do guarda-chuva azul, de cabeça para baixo e o menino dentro dele segurando o cabo, à guisa de timão e usando um gorrinho de marinheiro.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

JR – É muito difícil escolher um só. Muitos foram importantes para mim em um certo período da minha vida. Mas de alguns ainda conservo com muita força a lembrança do tremendo impacto que me causaram: Ficções, de Jorge Luis Borges, Crônicas marcianas, de Ray Bradbury, O sonho dos heróis, de Bioy Casares, e As flores do mal, de Baudelaire.

SM – O que você está lendo agora?

JR – No momento estou lendo uma versão ampliada, publicada em 2009, de Escrito sobre jade, uma coletânea de poesia chinesa clássica traduzida (reimaginada) por Haroldo de Campos. O volume é uma pequena obra de arte que apresenta os textos originais ao lado das transcriações de Haroldo e vem acompanhado de excelentes comentários sobre a poesia clássica chinesa e os procedimentos adotados para tentar oferecer ao leitor lusófono um pouco da beleza dos poemas escolhidos.

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