Três perguntas para Luiz Fernando Teixeira de Macedo

LF numa rua em ParisEm um momento em que todo o mundo se volta para os desdobramentos dos recentes ataques na capital francesa, o economista Luiz Fernando Teixeira de Macedo estreia na literatura com Dormi em Paris, acordei na França (Autografia), no qual narra experiências vivenciadas em 16 viagens por toda a França. Muito mais como um diário de bordo do que um guia de viagens, o livro sugere roteiros e passeios pela capital francesa e esticadas por várias regiões e cidades, entre elas Giverny, Bayeux, Strasbourg, Toulouse, Biarritz, Annecy e Avignon. O lançamento será no dia 2 de dezembro, às 19h, na Livraria Timbre (Shopping da Gávea – Rio de Janeiro).

SM – Por que estrear na literatura escrevendo sobre Paris?

LFTM – O fascínio por Paris existe desde a infância/adolescência. Primeiro, em casa, quando meu pai me falava de sua infância com sua avó, mulher e nora de diplomatas, um deles embaixador na França nos tempos de Napoleão III, que o criou, eis  que perdeu a mãe com apenas 4 anos, e que lhe ensinava o francês. Depois, livros como O pequeno príncipe, Os três mosqueteiros e, já adolescente, as músicas de Françoise Hardy, as histórias da Resistência, o filme Paris está em chamas?. Depois, na primeira ida a Paris, a descoberta e o início de uma interminável paixão. Essas foram as grandes motivações para estrear na literatura.

SM – O que você destacaria como as principais curiosidades do livro?

LFTM – No livro, além de contar a evolução dessa paixão, escrevo sobre passagens da História através de cinco histórias com personagens fictícios, falo das intermináveis andanças por toda a França e, ainda, elejo 40 personalidades e digo como algumas foram descobertas e outras porque foram escolhidas. Os relatos sobre Paris e por toda a França são atemporais e refletem com fidelidade as experiências vividas em cada lugar nos últimos 33 anos.

SM – O lançamento da publicação acontece em um momento de dor e medo na capital francesa e no mundo todo. Se pudesse, mudaria alguma coisa no texto?

LFTM – O livro é intenso em emoções e em reconhecimento pela prática quotidiana dos lemas da revolução de 1789 – Liberdade, Igualdade, Fraternidade. Minha percepção é que os franceses têm uma força extraordinária para superar dificuldades por mais terríveis e despropositadas que sejam. A História da França nos mostra isso nos museus, nas ruas, nos templos, nos livros e, principalmente, nas atitudes de seu povo. No livro esse sentimento, às vezes emocionado, está muito presente.

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