Três perguntas para Margarida Patriota

margarida (1)Escritora, tradutora e professora, Margarida Patriota acaba de lançar dois livros: o romance juvenil U´Yara, rainha amazona (Saraiva) e Autores e livros na Rádio Senado (Senado Federal), que reúne entrevistas realizadas por ela em seu programa, no ar há 18 anos, na Rádio Senado Federal. Em março, chega às livrarias uma nova tradução do romance de Henry James Washington Square (7 Letras), assinada por por ela. Margarida foi professora de Teoria da Literatura e de Literatura Francesa na UNB durante 28 anos.

Capa U´YaraSM – O romance juvenil U’Yara, rainha amazona pode ser considerado uma fábula feminista?

MP – Sim, de maneira indireta, pois ao retratar uma comunidade onde as mulheres mandam e desmandam nos homens, de maneira discriminatória, eu satirizo o machismo e o patriarcalismo que durante séculos legitimou (e legitima ainda em certos rincões do Planeta) a opressão da mulher e a usurpação de seus direitos civis, como o direito à educação, ao voto, à participação política. Frise-se que a heroína da minha história almeja implantar na tribo a igualdade de direitos para ambos os sexos, e não a supremacia de um grupo sobre outro. 

Capa Autores e Ideias em BAIXASM – Você acaba de lançar um volume que reúne entrevistas realizadas com escritores brasileiros em seu programa Autores e Livros. De que forma essas conversas influenciam sua literatura?

MP – Sempre aprendo com os autores que entrevisto, sejam eles grandes ou pequenos, conhecidos ou desconhecidos. A incumbência de entrevistar autores brasileiros me obriga a me manter atualizada com o que se publica no país em matéria de poesia, contos, crônicas, ensaios e romances, principalmente. Ao conversar com escritores de origens e regiões diferentes, ganho informações, conhecimentos, lições de persistência e estímulos que acredito enriqueçam minha produção literária.

SM – Com 28 livros publicados, ainda vem uma nova tradução de Henry James. Como é a sua rotina de trabalho?

MP – No café da manhã passo os olhos no jornal Correio Braziliense e me ponho diante do computador de 8h30 às 12h30, uma e outra interrupção telefônica ou de natureza doméstica me tirando do assento de vez em quando. Trabalho à tarde em meus escritos das 14h às 17h, quando não tenho de ir à Rádio Senado gravar entrevistas. À noite, assisto ao noticiário e leio. Sábados e domingos escrevo duas, três horas, de manhã, e leio de tarde outro tanto. Para não entrevar antes da hora, encaixo nessa agenda uma hidroginástica duas vezes por semana, bem como uma aula semanal de espanhol e outra de tênis.

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