Três perguntas para Ivan Sant’Anna

Ivan Fotos 008Após publicar três livros sobre tragédias aéreas — Caixa-preta, Plano de ataque e Perda total —, Ivan Sant’Anna decidiu escrever sobre o mais célebre naufrágio ocorrido no Rio de Janeiro, o do Bateau Mouche IV, no réveillon de 1988, que matou 55 pessoas. O número de mortos só não foi maior porque duas embarcações conseguiram resgatar quase uma centena de náufragos. O livro Bateau Mouche – Uma tragédia brasileira (Objetiva) reconstitui de forma brilhante os fatores que levaram à tragédia e conta os dramas de vários personagens. Aqui, Ivan fala um pouco sobre o livro.

SM – Depois de escrever três livros sobre acidentes envolvendo aviões, que são uma paixão sua, por que optou pelo naufrágio do Bateau Mouche?

IS – Porque foi uma tragédia que marcou muito o Brasil na época, tal como acontece com os desastres aéreos.

Capa Bateau MoucheSM – O que mais te impressionou durante as investigações feitas para o livro?

IS – A precariedade das instalações e da estrutura do Bateau Mouche IV, um barco concebido inicialmente para transportar 20 pessoas e que, após uma reforma, teve a lotação aumentada para 153 ocupantes pela Capitania dos Portos do Rio de Janeiro

SM – Aprendemos alguma coisa com tragédias como essas?

IS – Aprendemos muito. Após o naufrágio do Bateau Mouche IV o rigor na fiscalização de embarcações no Sudeste e no Sul aumentou muito. Infelizmente isso não acontece na Amazônia.

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