Inscrições para mais um prêmio que prevê publicação das obras

12745516_1109614135794261_5912711234531759030_nA Cepe Editora, de Pernambuco, lança o edital do 2º Prêmio Nacional Cepe de Literatura, que mais uma vez premiará um romance, um livro de contos, outro de poesia e um de literatura infantojuvenil, publicando as obras e dando R$ 20 mil para cada categoria. As inscrições começam nesta terça-feira e terminam em 15/06. As obras têm que ser inéditas e escritas em português, e deverão ser enviadas por brasileiros residentes no país ou no exterior. O resultado está previsto para 16/11. O edital completo pode ser conferido em http://www.cepe.com.br/attachments/article/401/CONCURSO.001-2016-Premio.Cepe.de.Literatura.pdf

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Três perguntas para Belisa Ribeiro

12705354_10153825296920609_6471371956220589156_nEm Jornal do Brasil – História e memória (Record), a jornalista Belisa Ribeiro registra depoimentos de colegas que, em épocas diferentes, marcaram a trajetória do veículo e contribuíram para torná-lo um dos maiores de seu tempo. Criado há 125 anos para defender a monarquia, passou pela fase popular de jornal de classificados e pelas reformas editoriais que modernizaram a imprensa e descobriu tendências. Hoje, o jornal é exclusivamente digital. A ideia de reviver a trajetória memorável surgiu de um dos encontros dos jotabeninos (entre os quais, orgulhosamente, me incluo), como se chamam os profissionais que lá trabalharam.

SM – Você trabalhou no Jornal do Brasil em momentos bem diferentes. Como foi essa experiência de retornar ao jornal?

BR – Foram momentos completamente diferentes. Quando ingressei no jornal, em 1975, aos 21 anos, era estudante, universitária da PUC-RJ. Entrei como estagiária e consegui ser contratada, logo em seguida, como repórter. Foi um momento muito rico, de aprendizado e encantamento pela profissão. De conscientização política, também. Os colegas me ensinavam não apenas como se fazer uma boa apuração e um bom texto, mas também sobre  ditadura versus democracia, no Brasil e no mundo. Quando retornei, no início dos anos 2000, quando o empresário NelsonTanure havia arrendado a marca da família Brito, havia uma esperança de o jornal ser resgatado, de haver uma volta por cima. Estávamos, todos, apesar de cortes de pessoal, imbuídos em fazer o melhor possível e houve momentos de bom jornalismo, mas o sonhado resgate e a volta por cima não aconteceram e o jornal foi definhando até morrer.

SM – Depois que o JB deixou de ser o grande veículo carioca, o jornalismo mudou com a tecnologia e hoje vive uma grande crise. O que você destaca do jornalismo feito hoje no Brasil?

BR – O JB não foi um veículo carioca. Ele foi o melhor jornal do país, referência do Brasil no exterior. Nada do que é feito hoje se compara ao jornalismo praticado no Jornal do Brasil da “época de ouro”, aquela em que foi dirigido por Alberto Dines, com momentos de destaque também sob a batuta de  Walter Fontoura,  e de Paulo Henrique Amorim, como, por exemplo, o da cobertura das explosões das bombas no Riocentro e o do caso Proconsult, ambos selecionados por mim para capítulos do livro. O jornalismo impresso, no caso dos jornais, vem se aproximando cada vez mais, infelizmente, do tom da internet e só se salva, ainda, por seus bons colunistas e analistas e por repórteres raros, como José Casado e Chico Otavio, para citar dois que ainda representam bem o jornalismo investigativo ao estilo do que se fazia no Jornal do Brasil.

SM – Além resgatar a história do jornal, escrever o livro foi um exercício de saudosismo?

BR – Não. Foi a intenção de não se deixar perder o registro de uma forma de se fazer jornalismo com criatividade, ousadia e coragem. De revelar os bastidores de edições de jornal históricas pelo seu formato e conteúdo. De mostrar que um jornal não muda o mundo, mas caminha na diagonal e pode interferir, como o JB interferiu, na vida social, política e econômica de um país e até do mundo! Uma das histórias que conto mostra que, a partir de uma reportagem denunciando uma reunião de neonazistas em Itatiaia, região serrana do estado do Rio de Janeiro, chegou-se à prisão de um dos mais procurados assassinos de judeus da Segunda Grande Guerra e até à mudança da legislação de crimes contra a humanidade pelo parlamento alemão! No seu conjunto, o livro, acredito, demonstra a  importância da imprensa como um poder necessário no papel de fiscalizador dos demais poderes em uma real democracia.

Foto: Divulgação/ Record

Bienal de Minas abre inscrições para visitação escolar

logo2Instituições públicas e privadas já podem se inscrever para a Visitação Escolar, programa educacional promovido pela Bienal do Livro de Minas. Por meio da iniciativa, 46 mil alunos da rede pública e privada de ensino terão acesso gratuito à maior festa literária de Minas Gerais, cuja quinta edição será realizada entre os dias 15 e 24 de abril, no Expominas, em Belo Horizonte. O cadastramento das escolas poderá ser feito pelo site www.bienaldolivrominas.com.br. Podem participar crianças e adolescentes com idade entre sete e 14 anos. O evento terá ainda o I Fórum de Educação da Bienal do Livro de Minas Gerais, que contará com sessões de debates sobre assuntos relacionados à área de educação e ensino.

 

Novos cursos marcam 20 anos da Estação das Letras

estacaodasletrasA Estação das Letras, no Rio, abriu inscrições para novos cursos, que marcam os 20 anos da casa fundada por Suzana Vargas. Destaque para Criação de Textos de Literatura Infantil: Caminhos Profissionais para Escrever com Autenticidade e Senso Crítico, com o escritor Márcio Vassallo, que avalia a produção contemporânea, aponta caminhos para os autores saberem se os seus textos estão realmente maduros para uma publicação, e comenta contos do gênero produzidos pelos participantes, sugerindo técnicas para quem quer valorizar o estilo, evitar clichês e criar textos com o máximo de qualidade, originalidade  e verdade emocional. A ideia é organizar um livro com textos dos participantes da oficina. No Ateliê de Leitura e Criação, Angela Carneiro busca ampliar a formação de leitores críticos e criativos, com a leitura mensal profunda de um livro de alto valor literário e a realização de pesquisas sobre o autor e ambiente do enredo. Outros cursos são a Oficina de Biografia, com o historiador Clóvis Bulcão, autor de Os Guinle (Intrínseca), e Oficina de Poesia e Letra de Música, com os compositores Leoni e Mauro Sta. Cecília. As inscrições já estão abertas pelo site www.estacaodasletras.com.br e no telefone (21) 3237-3947.

Inscrições abertas para prêmios que contemplam romances, obras teatrais e infantis

imagesA Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Fundação Municipal de Cultura, abriu inscrições para dois prêmios literários que buscam obras inéditas: o Cidade de Belo Horizonte e o João-de-Barro.  As inscrições podem ser feitas até o dia 13 de maio presencialmente ou enviadas para o endereço da Biblioteca Publica Infantil e Juvenil de Belo Horizonte. O Prêmio Cidade de Belo Horizonte contempla obras nas categorias dramaturgia e romance. A obra vencedora em cada categoria receberá um prêmio de R$ 50 mil. Já o Prêmio João-de-Barro contemplará obras na categoria texto literário e livro ilustrado, sendo estes voltados para crianças e jovens, com projeto gráfico completo. O trabalho vencedor em cada categoria também receberá R$ 50 mil. Podem participar do concurso apenas pessoas físicas brasileiras, natas ou naturalizadas. Os autores menores de 18 anos devem apresentar uma autorização escrita dos pais ou responsáveis legais. Além de inéditas, as obras devem ser escritas em língua portuguesa. Os editais podem ser conferidos no link http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/content/editais-pr%C3%AAmio-cidade-de-belo-horizonte-e-concurso-jo%C3%A3o-de-barro

Três perguntas para Rodrigo Maceira

12735822_1160159033994840_227921198_nRedator e professor de Comunicação, Rodrigo Macieira lança seu primeiro livro, Um céu diferente daquele de lá (Oito e Meio). É uma reunião de 16 contos sobre relações familiares. Ou como explica João Anzanello Carrascoza na orelha: “Os protagonistas de uma história renascem em outra, encontram-se, juntam-se e, então, separam-se – pois o que os une, e a nós também, é um passado comum ou o sonho (que nunca se realizará) de estar continuamente juntos.”

SM – Um dos temas principais do seu livro envolve as relações familiares. Sua literatura vem das lembranças?

RM – A lembrança é um ponto de partida, sem dúvida. Um lugar de onde saio sem a preocupação de ser fiel às paisagens e às pessoas que talvez tenham existido ali. No fundo, acho, lembrar é sempre um exercício de ficção. O relato ganha sentido porque organiza uma narrativa que só se fez possível com todas as experiências que vieram depois. Reescrevendo o que teria sido, a lembrança reinventa a vida que aconteceu. No caso de Um céu…, tem sido curioso perceber as pessoas, especialmente as que me conhecem, tentando adivinhar, se é que há tanta diferença, a porção que é fato e a porção que é invenção.

SM – Por que alguns contos remetem a outros, por exemplo, “Vinte e dois anos” e “Dos mails” I e II?

RM – Essa é uma característica de Um céu… que vai se repetir no próximo livro. Sempre gostei de autores que reaproveitam personagens ou situações de texto para texto. De cabeça, penso nos exemplos do Mário de Andrade, no Charles Kiefer e no (Juan Carlos) Onetti. Esse é um movimento do conto que me interessa bastante. Estimula a imaginação do leitor. Costurar os contos com coincidências, descobrindo afinidades que se esclarecem mutuamente, acaba transformando o livro um pouco em cinema. Alguns romances que não são lineares se parecem muito com coletâneas de contos que compartilham algumas das “unidades dramáticas”. Funciona muito na hora de escrever. E também na de ler: no vão que separa dois contos que repetem um personagem ou um lugar, existem milhões de contos por acontecer. Isso, para mim, é a literatura.

SM – O que é a rede Si No Puedo Bailar, No Es Mi Revolución e o que ela tem a ver com a sua escrita?

RM – Si No Puedo Bailar, No Es Mi Revolución aconteceu como uma maneira de viver parte da cultura independente latino-americana, com a proximidade que a internet permitiu. Quando estagiei no Memorial da América Latina e, principalmente, quando morei na Espanha, formei a ideia de que a novidade, em qualquer atividade criativa, poderia se beneficiar da irresponsabilidade diante da tradição. Acho que já acreditei mais nisso, mas, de qualquer forma, foi com essa intenção que a rede fomentou o intercâmbio entre jovens artistas latino-americanos, numa perspectiva que partia do Brasil. Durante um tempo, algumas coisas realmente foram novidade. Hoje, essas conexões são inevitáveis e rotineiras: a música, a literatura ou a ilustração latino-americanas existem na timeline de qualquer pessoa que se interesse pelo assunto. No livro que devo publicar em breve, o diálogo entre a minha escrita e o Si No Puedo Bailar é enorme. São várias as referências a autores ou bandas latino-americanas, particularmente argentinos, e muitos personagens se identificam com ídolos que conheci fazendo a revolución.

Destaque infantojuvenil da semana

A-baleia-que-carregou-o-oceano_700pxEm A baleia que carregou o oceano (Zit), a atriz e professora de inglês Thaís Velloso estreia na literatura narrando as dores e a delícia do primeiro amor para os pequenos. No livro, uma edição de capa dura, um peixinho adolescente se apaixona por uma baleia de olhos verdes e mergulha em um turbilhão de emoções no fundo do mar. Ilustrada pelo artista plástico Paulo Thumé, a história mostra como uma amizade pode se transformar em paixão, começando por conversas, brincadeiras e passando até por brigas. Ideal para crianças a partir dos sete anos.