Editora Monte Castelo lança loja virtual 

logoEstá no ar a loja virtual Letras & Ideias, da editora Monte Castelo. A plataforma reúne todos os livros produzidos pela editora. Entre os títulos estão Um carioca no planalto, do jornalista Bernardo de la Peña, com histórias dos bastidores do Planalto durante o governo Lula, e Acabou o esculacho, autobiografia do cantor MC Smith, figura polêmica do cenário funk. As entregam são realizadas para todo o país. Confira no site www.loja-letras-ideias.com.br/

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Venda de livros mantém queda

snelA venda de livros continua em queda. A tendência vem desde fevereiro desde ano, segundo novos dados do Painel das Vendas de Livros no Brasil, levantamento feito a cada quatro semanas pela Nielsen e pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel). No período que vai de 23 de março a 19 de abril, a queda em relação ao mesmo período de 2015 foi de 11,18% no faturamento, sem contar a inflação, caindo de R$ 117.807.236,58 para R$ 104.635.019,70. Em termos de volume, a baixa foi de 17,06%, um total de 2.594.654 exemplares vendidos em 2016 contra 3.128.230 em 2015. No acumulado do ano, a queda no faturamento foi de 2,67% e no volume, de 11,57%. O preço médio dos livros no Brasil cresceu de R$ 41 em 2015 para R$ 45,12 em 2016, uma alta de 10,07%.

Cantinho da leitura

9788556520135-1A capital francesa, com seu charme e seus personagens típicos, é o pano de fundo de A caderneta vermelha (Alfaguara), romance do parisiense Antoine Laurain. É uma história despretensiosa mas que prende o leitor em poucos minutos: Laurent, um livreiro que caminha pelas ruas de Paris, encontra uma bolsa feminina abandonada e resolve devolvê-la. Esmiuçando o interior, no entanto, ele não encontra nenhuma informação sobre a dona, mas, em busca de alguma pista, começa a fuçar os objetos, entre eles a caderneta Moleskine que dá título ao livro. Encantado com as anotações, passa a fantasiar sobre a mulher misteriosa. Ao mesmo tempo, o livro vai mostrando o que aconteceu com Laure, a dona da bolsa roubada, e os caminhos que ela pode percorrer para reencontrar seus pertences. Em meio a tudo isso, há os cafés da cidade luz e uma série de referências literárias que traz até mesmo o Nobel Patrick Modiano a dialogar com os protagonistas. Roteirista, diretor de cinema e jornalista, Laurain é autor de cinco romances.

Abertas as inscrições para o Oceanos

imgresA partir de hoje até 20 de junho, estão abertas as inscrições para autores de livros de poesia, prosa de ficção, dramaturgia e crônica concorrerem ao Oceanos – Prêmio de Literatura em Língua Portuguesa. Somente são válidas as obras publicadas em primeira edição, no Brasil, em 2015. Livros dos demais países lusófonos podem concorrer desde que tenham sido lançados originalmente entre 2012 e 2015, publicados por editoras com sede no Brasil em 2015. Dessa vez não serão aceitos livros impressos para a avaliação – cada membro do júri receberá um e-reader Kobo, no qual estarão copiados os e-pubs. Como na edição passada, o valor da soma dos quatro prêmios finalistas é de R$ 230 mil divididos da seguinte forma: R$ 100 mil para o primeiro lugar, R$ 60 mil para o segundo, R$ 40 mil para o terceiro e R$ 30 mil para o quarto colocado. Na primeira etapa, a curadoria, formada por Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto, indica um júri de avaliação formado por 40 estudiosos da literatura, que vai eleger entre julho e setembro 50 semifinalistas. Até novembro, um júri intermediário, formado por seis entre os eleitos na etapa anterior, avalia as obras semifinalistas e elege entre elas dez finalistas. Em novembro, os mesmos jurados escolhem os quatro vencedores. Outras informações no site www.itaucultural.org.br.

Filhos de autores lançam livro na Primaverinha

autores_filhosdepeixeDepois de tanto vivenciar o cotidiano dos pais escritores e ilustradores, trabalhando seu ofício em casa, dez pequenos resolveram experimentar e colocar suas ideias no papel. Nasceu então Filhos de peixe (Mar de Ideias), uma reunião de histórias de pequenos autores que será lançada neste domingo, às 10h, durante a Primaverinha dos Livros, no Jardim Botânico do Rio de Janeiro. São nove escritores de até 12 anos de idade e um ilustrador de 14. Oito deles já confirmaram presença no lançamento, quando darão autógrafos e falarão sobre seus processos de criação. O escritor Alex de Castro Gomes, autor de literatura para crianças e jovens, atual presidente da Associação de Escritores de Literatura Infantil e Juvenil, começou a pensar na ideia depois que a filha Nina criou seu primeiro livro aos 5 anos de idade. Passou anos pedindo ajuda para publicar, até que no final do ano passado ele encontrou a editora Daniella Riet em um lançamento e comentou sobre o texto. Assim começou a nascer Filhos de peixe, com ajuda de pais e avós, que foram os primeiros revisores. O livro é assinado pelos escritores Amelie Nina, filha da autora Claudia Nina; André Cunha, filho do escritor Leo Cunha; Guilherme Albuquerque, neto da escritora Luciana Savaget; João Victor Souza, filho do escritor Otávio Cesar Jr.; Lucas Benevides, filho do escritor Ricardo Benevides; Luiza Roscoe Cavalcante, filha da escritora Alessandra Roscoe; Nina Gomes, filha do escritor Alexandre de Castro Gomes e da ilustradora Cris Alhadeff; Nina Krivochein, filha da escritora Joana Cabral; e Olívia Milliet Lisboa, neta do escritor Luiz Antonio Aguiar. O ilustrador é Guigo, filho de Cris Alhadeff e de Alexandre de Castro Gomes.

Shakespeare é o tema da oficina da Flip 2016

imagesWilliam Shakespeare é o tema da tradicional Oficina Literária da Flip, feita neste ano em parceria com o British Council, como parte dos eventos que celebram a obra do bardo nos 400 anos de sua morte. De 1 a 3 de julho, a dramaturga e crítica Marici Salomão compartilha com os selecionados sua experiência com o palco e a sala de aula, propondo a leitura e análise de trechos de Hamlet, Rei Lear e Romeu e Julieta. Além disso, autores da programação principal da Flip vão falar de suas relações com a obra de Shakespeare em um bate-papo – entre eles o escritor e humorista Ricardo Araújo Pereira. Podem participar estudantes ou profissionais de teatro, dramaturgos e atores, sem limite de idade para participação. As inscrições para a oficina devem ser feitas até o dia 30 de maio pelo e-mail oficina2016@flip.org.br com uma carta de intenção de até 1 mil caracteres (sem espaço), explicando os motivos da inscrição; dados pessoais (nome, data de nascimento, endereço completo, e-mail e telefones para contato) e informações acadêmicas e profissionais. Os selecionados serão divulgados no dia 2 de junho terão até 8 para pagar a taxa de inscrição de R$ 100. Serão 16 vagas, das quais duas se destinam a moradores da cidade de Paraty, isentos do pagamento da taxa de inscrição. O regulamento completo está disponível no site https://issuu.com/flip.paraty/docs/regulamento_oficina_liter__ria_2016. Confira a programação da oficina:

1 de Julho – das 9h30 às 14h30

  • Exposição das atividades do dia;
  • Leitura de cena de Hamlet;
  • Análise do fragmento, em conexão com a obra;
  • Exposição de estratégias e procedimentos de construção dramatúrgica (ação);
  • Práticas de escrita, a partir do trecho lido, em duplas;
  • Coffee break;
  • EPÍLOGO, das 14h às 14h30: bate-papo com convidado da programação principal da Flip.

2 de Julho – das 9h30 às 14h30

  • Leituras e análise dos exercícios criados no primeiro dia;
  • Leitura de trecho de Rei Lear;
  • Análise do fragmento, em conexão com a obra;
  • Exposição de estratégias e procedimentos de construção dramatúrgica (personagem);
  • Práticas individuais de escrita, a partir do trecho lido;
  • Leituras dos exercícios criados pelos participantes;
  • Coffee break;
  • EPÍLOGO, das 14h às 14h30: bate-papo com convidado da programação principal da Flip.

3 de Julho – das 9h30 às 14h30

  • Leitura de trecho de Romeu e Julieta;
  • Análise do fragmento, em conexão com a obra;
  • Exposição de estratégias e procedimentos de construção dramatúrgica (diálogos);
  • Práticas individuais de escrita, a partir do trecho lido;
  • Leituras dos exercícios criados pelos participantes;
  • Coffee break;
  • EPÍLOGO, das 14h às 14h30: bate-papo com convidado da programação principal da Flip.

 

Três perguntas para Antonio Cestaro

Foto AntonioEditor e escritor, o paranaense Antonio Cestaro lança seu primeiro romance, Arco de virar réu (Tordesilhas), cuja tema central é a esquizofrenia, tendo a história do Brasil como pano de fundo.  Ele é autor ainda de dois volumes de crônicas: Uma porta para um quarto escuro e As artimanhas do Napoleão e outras batalhas cotidianas.

SM – Como foi escrever ficção usando um tema tão difícil como a esquizofrenia, que ainda carrega tanto preconceito e falta de informação?

AC – Foi uma experiência enriquecedora, que me ofereceu a oportunidade de trabalhar o texto com ampla liberdade criativa. A ideia foi trazer para o conteúdo a matéria complexa e disparatada que existe reprimida no inconsciente, e que brota em forma de sonhos, pesadelos e distúrbios psicológicos de vários tipos, e que pode também se expressar em forma de arte. Então juntei tudo isso num caldeirão poderoso, onde a ficção é cozida, e temperei com um pouco de soldados, índios, pássaros que voam na noite etc e tal. Nem pensei em preconceito ou no quanto ainda somos ignorantes em relação a nós mesmos.

SM – Que processo usou na costura do texto, misturando a loucura e a memória?

AC – Inventei memórias, me apropriei de memórias alheias e usei também minhas próprias. E nessa escolha, colecionei aquelas que tinham um timbre de loucura, sempre cauteloso porque já comi gato por lebre por puro desconhecimento. Uma vez, ouvi uma velhinha sentada num jardim perguntar à uma pessoa que estava próxima onde estava o pé de ovo que ela havia plantado no jardim e eu achei que ela estava caducando. Algum tempo depois, soube que realmente havia uma planta naquele lugar, que fora cortada: um genuíno pé de ovo. A costura da memória, dos delírios e, sobretudo, da dor no texto, foi pelo processo de escrever bastante, reler muito e cortar quase tudo para chegar na versão final.

SM – Você tem dois livros de crônicas, gênero de ficção que usa a matéria do cotidiano para a narrativa. Seu romance também tem muito do real?

AC – A história do romance é toda inventada e todo o restante é muito verídico mas também bastante superlativizado. São sementes apresentadas como árvores frondosas.