Destaque infantojuvenil

Captura de Tela 2016-06-30 às 11.42.44Autora de peças teatrais como A incrível estória da Maria que emprenhou, Infidelidade e Verdades e Mentiras, Maria da Guia Mendes Alves lança neste sábado, a partir das 15h30, no Teatro dos 4 (Shopping da Gávea – Rio de Janeiro) seu novo livro infantil, A bruxinha papa-bolo (Giostrinho), com ilustrações de Evandro Menezes. Escrito em forma de peça teatral, com narrador, marcações de cenas e indicação de cenários, o livro, um conto de fadas moderno, traz ainda paródias de famosas cantigas de roda, criadas pela atriz Nica Bonfim. “E a bruxinha nada mais é do que um ser humano sofrido e carente; o arquétipo dela representa a maldade no conto de fadas, a oposição entre o bem e o mal”, diz a autora, que começou a escrever livros infantis a partir da chegada de seus netos. Indicado para crianças entre três e dez anos, o livro traz uma bruxinha que se vinga da sua infância desamparada, que costuma roubar os doces das festinhas de aniversário que as crianças fazem no parque. Até que um grupo tenta resgatá-la de sua solidão e a reintegrar ao mundo real.

 

 

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Cantinho da leitura

14086_mUma das principais estrelas da Flip 2016, que começa hoje, a jornalista e escritora ucraniana Svetlana Aleksiévitch não tinha nenhum livro publicado no Brasil até ganhar o Prêmio Nobel de Literatura no ano passado. Convidada do evento, começou a ter sua obra lançada aqui pela Companhia das Letras. Este ano saiu seu mais conhecido título, Vozes de Tchernóbil, no qual ela dá voz a vítimas do maior desastre nuclear da história. Agora, acaba de sair A guerra não tem rosto de mulher, onde ela narra a Segunda Guerra Mundial pelas mulheres que estiveram na linha de frente do conflito. Quase um milhão de mulheres lutaram no Exército Vermelho durante a guerra que durou de 1939 a 1945, mas sua história nunca foi contada. Craque em uma prosa feita com base em pesquisas, Svetlana narra memórias que evocam frio, fome, violência sexual e a sombra onipresente da morte. Na Flip, a ucraniana será a protagonista da mesa de sábado, às 17h15.

Paraty terá audiência pública para debater criação de fundo de apoio à leitura

Captura de Tela 2016-06-29 às 13.32.57A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados faz uma audiência pública nesta quinta-feira, na Câmara Municipal de Paraty, às 14h, para debater a criação do Fundo Nacional Pró-Leitura. A audiência é uma solicitação do deputado federal Rafael Motta (PSB-RN), relator do FNPL na comissão. O fundo visa apoiar a produção, a edição, a distribuição e a comercialização de livros.

Shopping promove troca de livros para estimular leitura

IMG_9402Buscando estimular o hábito da leitura de forma acessível, o NorteShopping (Av. Dom Hélder Câmara, 5.474 – Cachambi – Rio de Janeiro), por meio do projeto NorteShopping Consciente, aproveitou o espaço ocioso de um tapume no primeiro piso para criar uma espécie de biblioteca pública com troca de livros. O cliente passa pela estante e pode pegar qualquer livro de seu interesse. A ideia é que ele retorne ao shopping com livros próprios que queira dividir com as demais pessoas, deixando seus livros usados na estante e assim compartilhar histórias e conhecimento. A estante ficará no local por tempo indeterminado.

Instituto C&A promove em Paraty debates sobre leitura no país

 

unnamedO Instituto C&A  vai promover esta semana em Paraty, em parceria com o Instituto Pró-Livro e o jornal O Globo, um ciclo de debates gratuitos na Casa da Cultura Câmara Torres, sobre os resultados das pesquisas Retratos da Leitura no Brasil, Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro e do Indicador de Analfabetismo Funcional. “Estamos articulando discussões que ajudem a compreender o perfil de leitores e não leitores, a fim de descobrir caminhos para transformar o Brasil em um país de leitores”, explica a gerente de educação do Instituto C&A, Patricia Lacerda. “Por meio destes debates pretendemos conhecer melhor o cenário, apresentar análises e algumas propostas elaboradas pela sociedade para contribuir com as políticas publicas de formação de leitores.” Pelo sétimo ano consecutivo, a instituição apoia a Flipinha e a Flip Mais. Os interessados em participar precisam retirar senha por ordem de chegada antes do horário de início. Confira a programação:

30 de junho (quinta-feira), às 16h

Debate: Leituras Cruzadas, com mediação do repórter do jornal O Globo Leonardo Cazes.

Participantes: Zoara Failla, Ana Lima e Mariana Bueno. Abertura com Marcos Pereira da Veiga (presidente do Instituto Pró-Livro e do Sindicato Nacional dos Editores de Livros) e Luis Antônio Torelli (presidente da Câmara Brasileira do Livro).

Os especialistas vão discutir quem é o leitor no Brasil, os livros produzidos pelo mercado editorial e o perfil dos analfabetos funcionais, com base nos dados das pesquisas Retratos da Leitura no Brasil, Produção e Vendas do Mercado Editorial Brasileiro (Fipe) e do Indicador de Analfabetismo Funcional (Inaf).

1º de julho (sexta feira), às 14h30

Debate: O Xis da Questão, com mediação do repórter do jornal O Globo Leonardo Cazes.

Participantes: Neca Setúbal, Antônio Gois e Marcílio França Castro.

Nessa discussão, a socióloga e educadora, o jornalista especializado em educação e demografia e o escritor vão descobrir como as pesquisas do primeiro debate se articulam e para onde apontam.

Debate e encerramento dos ciclos: Propostas, às 16h15

Participantes: Bernadete Passos e Ana Paula, da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias; Andressa Pellanda, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação; Ana Carolina Velasco, da Rede Leitura e Escrita de Qualidade para Todos (Gife); e Rodrigo Ciriaco, do coletivo de leitura Os Mesquiteiros.

Os representantes do coletivo de leitura e de instituições ligadas a políticas públicas de promoção da leitura, com base nas discussões anteriores, vão expressar propostas para estimular a leitura no Brasil.

Três perguntas para Paulo Werneck

Paulo Werneck_fotoNa véspera da abertura da décima quarta edição da Festa Literária Internacional de Paraty, o curador do evento, Paulo Werneck, faz suas apostas na programação que este ano contempla mais mulheres do que nunca. A Flip 2016, que vai até domingo, homenageia a poeta Ana Cristina Cesar.

SM – Uma pergunta inevitável: quais são as suas apostas para a Flip 2016, o que promete bombar?

PW – Difícil selecionar duas ou três em 40 apostas. Mas tenho a impressão de que a mesa com o Leonardo Fróes, grande poeta e figura adorável, vai ser grandiosa. Também estou muito curioso para a mesa Sexografias, com a Juliana Frank e a peruana Gabriela Wiener, que aos 47 do segundo tempo conseguiu uma bela edição do seu livro pela editora Foz. E a mesa de ciência, sobre o cérebro humano, com um neurocirurgião e uma neurocientista, também promete.

SM – Esta Flip, que homenageia Ana C., já vem se destacando pelo grande número de convidadas mulheres. Para você, qual é o diferencial desta edição?

PW – A presença mas numerosa de mulheres foi premeditada: foi um compromisso assumido pela Flip, fruto de uma interlocução com movimentos feministas que elevaram o debate a Paraty. Mas cada Flip tem traços próprios, não necessariamente premeditados: os autores vão aceitando os convites e as associações entre os temas vão acontecendo, criando eixos temáticos. Por exemplo: neste ano, teremos uma interessante presença de autores ligados à psicanálise: o psicanalista Christian Dunker, a arquiteta e psicanalista Lúcia Leitão, a ensaísta argentina Paula Sibilia, que pensa a escola a partir de conceitos de psicanálise. A arquitetura, que todo ano tem uma mesa própria, também se fez mais presente na mesa do Benjamin Moser, que está lançando um livro de ensaios sobre o assunto.

SM – A programação encolheu um pouco, vai terminar mais cedo no domingo, uma mesa que seria confirmada acabou não se concretizando. Em meio a essa crise, qual foi sua maior dificuldade?

PW – Não lido com questões orçamentárias e posso dizer que a programação principal foi poupada. Crises políticas e econômicas muitas vezes coincidem com momentos culturais férteis. Acho que é o caso atual: a cultura está longe da pasmaceira que alguns enxergavam. Vivemos um momento bom na poesia brasileira e na edição, com bons projetos independentes sendo realizados, mesmo num contexto adverso na economia e no mercado de livros. Há uma nova imprensa alternativa surgindo. A Feira Plana, que reúne editores artesanais, é um sinal dessa vitalidade. Na Flip, poetas como Laura Liuzzi, Annita Costa Malufe, Ramon Nunes Mello e Marília Garcia, herdeiros diretas de Ana Cristina, mostram a força da poesia contemporânea.

Diversidade de temas nos cursos de férias da Estação das Letras

 

estacaodasletrasA Estação das Letras (Rua Marquês de Abrantes, 177 – Flamengo – Rio de Janeiro) inicia na próxima segunda-feira seus cursos para as férias de julho. Até o dia 31/07, haverá uma série de aulas para escritores, editores e empreendedores interessados no mercado e em novas tecnologias de comercialização, profissionais de comunicação e marketing. Produtores culturais e estudantes também vão encontrar a experiência de profissionais atuantes em diversas etapas da cadeia produtiva. Destaque para Lancei meu livro. E agora? – Como conquistar a rede e a mídia, com Marcelo Costa; Revisão e Copidesque, com Alvanísio Damasceno; Oficina de Haikai, com Alice Ruiz; Novos Autores e o Mercado Editorial, com Raphael Montes; e O Poder do Autor Digital, com Julio Silveira. Programação completa e inscrições no site www.estacaodasletras.com.br.