Três perguntas para Ubiratan Muarrek

Ubiratan Muarrek 01No romance Um nazista em Copacabana (Rocco), o jornalista e escritor Ubiratan Muarrek reconstrói as turbulências do final da ditadura militar e os conflitos sociais e políticos do Brasil contemporâneo por meio da trajetória de Otto Funk. Ex-combatente alemão que vem para o Brasil, ele se casa com uma manauara e tem uma filha, Diana Verônica, que começa o livro em fuga por conta das fraudes de seu ex-parceiro, Delúbio, numa prefeitura do ABC paulistaMuarrek é autor também de Corrida do membro (Objetiva).

Capa_UmNazistaEmCopacabana ALTA (1)SM – Como você definiria seu romance, uma história contemporânea ambientada no Rio de Janeiro, com personagens como Delúbio e Funk e com um título que remete à segunda guerra?

UM – Defino de várias formas – afinal, são 350 páginas, e uma dezena de personagens, todas com seu próprio drama pessoal. Por um lado, quis fazer um romance social. Por outro, um romance cômico, algo farsesco. Há um tanto de thriller político. Além de um drama geracional. Por fim, o livro traz duas histórias de amor. Não facilito muito as coisas para o leitor assim, né? Mas o fio narrativo é um só.

SM – Por que optou por abordar momentos políticos cruciais da história recente do país?

UM – Porque são momentos e situações que eu vi de perto, trabalhando na comunicação política, e que foram vividos intensamente por mim. O aqui e agora me interessa muito como escritor. Captar o sentido e a linguagem do meu tempo me parece um elemento importante na busca da originalidade, que é fundamental em literatura. Além disso, as várias formas de comunicação são, via de regra, maculadas pelo poder e pelas tentativas de manipulação. Se há algo que podemos chamar de verdade, a verdade desinteressada e cujo único objetivo é alimentar o espírito do leitor, penso que somente a arte e a literatura podem alcançá-la.

SM – Os desdobramentos do momento que estamos vivendo ainda podem render literatura?

UM – Sem dúvida. Poder, cobiça, corrupção, mentiras, cinismo e torpeza, por um lado, e ideologia, idiotia e sedação da consciência e do espírito, por outro lado, sempre renderão, nas mãos certas, boa ficção.

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Bienal discute direito autoral

Captura de Tela 2016-08-30 às 12.25.24Nesta quarta-feira, a 24ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo vai apresentar painéis com o tema direito autoral, no Espaço Ignácio de Loyola Brandão – N010. Confira a programação:

Abertura – 15h
Luís Antonio Torelli (Presidente da Câmara Brasileira do Livro)

José de Araujo Novaes Neto (Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP) 

1º Painel – 15h15
Obras Literárias em Domínio Público – Quando e Como Posso Publicar?
Recentemente, o domínio público de obras importantes da literatura tem suscitado grandes discussões. Pouco debatido até então, o assunto passa a ser de grande interesse para autores e editores.

Palestrantes:
Professora Doutora Silmara Juny Chinelato
Advogada, Professora Titular da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, Presidente da Comissão de Propriedade Intelectual do IASP, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Fernanda Gomes Garcia
Advogada, Gerente jurídica da Câmara Brasileira do Livro, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Mediador:
José de Araujo Novaes Neto
Advogado, Procurador do Município de São Paulo, Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

2º Painel – 16h15
Contrato de Edição – Novas Formas de Publicar e Modelos de Negócios
Com a evolução das formas de publicar o livro, distribuir conteúdos e os novos modelos de negócio, o Contrato de Edição é instrumento importante para garantir a relação entre autores e editores dentro desta realidade.

Palestrantes:
Maria Luiza de Freitas Valle Egéa
Advogada, Vice-presidente da Associação Brasileira de Direito Autoral, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Professor Doutor Antonio Carlos Morato
Advogado, Professor Doutor da Universidade de São Paulo (USP), Vice-Presidente da Comissão de Direito do Entretenimento e da Comissão de Direitos Autorais da OAB/SP, Membro da Comissão de Propriedade Intelectual do IASP.

Mediador:
Roberto Correia Mello
Advogado, Diretor da Associação Brasileira de Direito Autoral (ABDA), Gerente-Geral da Abramus (Associação Brasileira de Música e Artes), Vice-Presidente da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

3º Painel – 17h15
Limitações aos Direitos de Autor e a Discussão sobre a Flexibilização da Lei 9.610/98  
Atualmente, a discussão sobre a flexibilização da Lei de Direitos Autorais através da ampliação das limitações ao direito de autor tem sido objeto de polêmicas ao redor do mundo. Como são definidas as exceções aos direitos de autor nas legislações. Faz sentido ampliar o rol de limitações no Brasil?

Palestrantes:
Ivana Có Galdino Crivelli
Advogada especializada em propriedade intelectual e concorrência, Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP.

Maria Eliane Rise Jundi
Advogada, Especialista em Direito Autoral; Membro da Comissão de Direito Autoral e do Entretenimento da OAB/SP e da Associação Brasileira de Direito Autoral – ABDA.

Mediador:
Desembargador José Carlos Costa Netto
Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, Doutor em Direito Civil pela USP, Jurista e Compositor.

Cantinho da leitura

unnamedA Cor da Coragem – A guerra de um menino: o diário de Julian Kulski na Segunda Guerra Mundial (Valentina) é baseado no diário de um escoteiro polonês, Julian Kulski, que aos dez anos decidiu lutar pela liberdade de seu país. O livro, que cobre toda a guerra, revela em detalhes os horrores do nazismo, apresentando um retrato da ocupação alemã na Polônia. Enquanto amadurece, o jovem vai narrando o sofrimento de amigos, familiares e vizinhos e a evolução da destruição do país, além da vivência como combatente e prisioneiro. As páginas são acompanhadas por uma série de fotos. Julian Kulski nasceu em 1929 em Varsóvia e é descendente de um rabino-chefe de Varsóvia no século XIX, Dov Beer Meisels, e de um rei da Polônia no século XVIII, Stanislaw Leszczynski. Depois da guerra, estudou arquitetura na Inglaterra e nos Estados Unidos, bacharelando-se em 1953 e concluindo seu mestrado em 1955 pela Universidade de Yale, e vindo a concluir o PhD em planejamento urbano em 1966, pelo Instituto de Tecnologia de Varsóvia. Durante 20 anos, trabalhou como consultor do Banco Mundial, viajando pelo mundo e criando prédios em 29 países em desenvolvimento. Escreveu vários livros, produziu um premiado documentário sobre a Segunda Guerra Mundial e recebeu diversas condecorações do governo polonês. A apresentação do livro é de Lech Walesa, ex-presidente da Polônia e Prêmio Nobel da Paz.

Aplicativo traça percurso literário de Recife

unnamed-1O projeto Ruas Literárias do Recife, um aplicativo para dispositivos móveis, busca aproximar a capital pernambucana de seus habitantes e visitantes a partir da ótica de diferentes escritores, em diferentes épocas. Por meio do mapeamento das ruas da cidade, a plataforma possibilita um roteiro literário e poético, no qual a população pode descobrir como as ruas e suas edificações foram descritas e representadas por escritores do estado. O projeto, idealizado e produzido pelo cineasta Eric Laurence e realizado por meio do Funcultura, traz um itinerário rico e diversificado, com indicações poéticas, afetivas, culturais e históricas da cidade. Para tanto, foram elencados aproximadamente 150 pontos de localização no Recife (os pins do aplicativo), que remetem a trechos de escritos por 82 autores, de diferentes épocas e estilos, desde o século 19 até os dias atuais. Entre os autores pesquisados e citados no aplicativo estão Raimundo Carrero, Ronaldo Correia de Brito, Joaquim Cardozo, Clarice Lispector, João Cabral de Melo Neto, Audálio Alves, Manuel Bandeira, Carlos Pena Filho, Micheliny Verunschy, Carneiro Vilela, Rubem Rocha Filho, Paulo Mendes Campos, José Teles e Antônio Maria. unnamed-2

A produção dos textos é da escritora Luzilá Gonçalves, com colaboração e pesquisa da poeta Cecília Villanova e edição da jornalista Olivia Mindêlo. O aplicativo é gratuito e está disponível para Android e iOS.

A literatura brasileira e portuguesa na França

cartazchandeigne.jpgNa próxima segunda-feira, às 18h, o francês Michel Chandeigne, editor da Éditions Chandeigne, tradutor e dono da Librairie Portugaise et Brésilienne faz uma palestra na Universidade Federal Fluminense, em Niterói (RJ). O tema é A recepção da literatura brasileira e portuguesa na França. O encontro, em português, com profissionais do mercado editorial e a comunidade acadêmica da UFF, é promovido pela Liga Brasileira de Editoras (Libre), pelo Instituto de Letras da UFF e pelo Instituto Francês do Livro. O local é o Instituto de Letras (Campus Gragoatá), sala 501 Bloco C.

Bienal discute prêmios literários

unnamedNa próxima sexta-feira, um debate vai discutir os efeitos dos prêmios literários. Será que eles podem desempenhar outros papéis, além de servir de reconhecimento da qualidade de certas obras. Quais seriam? Podem expandir os efeitos do reconhecimento da “qualidade literária”? Podem funcionar como estímulo, criar e fortalecer o desejo e as práticas da leitura literária? Podem funcionar como incentivo à venda de livros? Estes e outros temas são pauta de uma discussão entre os curadores dos principais prêmios literários da atualidade, que terá como participantes o escritor Henrique Rodrigues, curador do Prêmio Sesc de Literatura; Ligia Fonseca Ferreira, curadora do Prêmio São Paulo de Literatura; e Selma Caetano e Manuel da Costa Pinto, curadores do Prêmio Oceanos de Literatura em Língua Portuguesa. A mediação será de Marisa Lajolo, escritora e professora universitária, curadora do Prêmio Jabuti. O debate será no dia 2 de setembro, às 10h, no Espaço Ignácio de Loyola Brandão – N010.

Harry Potter na Bienal de São Paulo

imgres-1No ano em que o fenômeno Harry Potter ganha sua oitava história – o livro Harry Potter e a criança amaldiçoada já está em pré-venda e será lançado em 31 de outubro no Brasil –, a Rocco preparou um estande temático dedicado ao universo do bruxo mais famoso do mundo na Bienal do Livro de São Paulo, que começa hoje no Anhembi. A cenografia transporta os visitantes para Hogwarts. Outra novidade do mundo bruxo é a recém-lançada edição ilustrada de Harry Potter e a pedra filosofal, primeiro livro da série de J. K. Rowlands. A editora organizou ainda uma edição especial do encontro #FanáticosRocco dedicada a Harry Potter, com bate-papo, brincadeiras e distribuição de brindes. O evento acontece nesta sexta-feira, 26/8, das 16h às 18h, no Espaço de eventos N010. Confira a programação completa da Rocco na Bienal do Livro de São Paulo no link http://www.rocco.com.br/blog/rocco-na-24o-bienal-de-sao-paulo/