Os livros da vida de Claudia Nina

IMG_3967Autora de dois romances – Esquecer-te de mim e Paisagem de porcelana, finalista do Prêmio Rio de Literatura – e quatro infantis – A barca dos feiosos, Nina e a Lamparina, e os recentes A misteriosa mansão do misterioso Senhor Lam e A Repolheira, além de outros títulos de não-ficção, a escritora e jornalista Claudia Nina finaliza seu primeiro livro juvenil, Amor de longe, ambientado em Porto Alegre. Doutora em Letras pela Universidade de Utrecht, na Holanda, com tese sobre Clarice Lispector, aqui ela fala sobre suas leituras mais marcantes.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

CN – Minha primeira lembrança literária se chama Grimble, do Clement Freud. Eu devia ter uns oito anos e fiquei encantada pela história da liberdade de um garoto cujos pais saem viajando pelo mundo e o deixam em casa, guiado apenas por bilhetes e telegramas. Li e reli várias vezes, comprei para as minhas filhas. É um livro eterno.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

CN – Depois de Grimble, veio a fase da poesia, aos 11, quando me mudei para Porto Alegre e comecei a gostar de ler Mário Quintana. Mas talvez o livro mais marcante tenha vindo depois, aos 18, já na faculdade de Comunicação, quando comecei a ler a obra inteira de Clarice Lispector. Uma aprendizagem ou o livro dos prazeres foi o primeiro. Não só marcou minha vida, como mudou minha trajetória; decidi que faria mestrado em Teoria Literária. E depois o Doutorado na mesma área. Tudo por causa de um livro… Outro marco foi O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar, que li no mestrado. Este seguramente é um dos meus livros preferidos. O autor é uma das referências literárias mais fortes para mim.

SM – O que você está lendo agora?

CN – Tenho recebido muitos lançamentos por conta da minha coluna na revista Seleções chamada “Papo de Livro”. Fico feliz porque é um sinal de que estou ganhando cada vez mais leitores. Trata-se de uma crônica em torno de um livro. Não é resenha, mas uma digressão. Minhas leituras quase sempre estão relacionadas a algum trabalho que estou desenvolvendo no momento. Agora, por exemplo, retorno aos contos de Clarice para escrever um texto sobre a autora. Mas, como as leituras nunca estão desacompanhadas, leio também dois autores aos quais sempre retorno e que me ajudam a pensar meu mundo literário atual – Herta Müller (Tudo o que tenho levo comigo) e Philip Roth (O animal agonizante).

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