Poesia contemporânea é destaque de projeto de cultura que passa por três estados

Captura de Tela 2016-09-06 às 09.39.29O compositor e poeta Sylvio Fraga, a bordo de um caminhão-palco, abre no dia 17 de setembro, em Santos, no litoral paulista, o Circuito Brasil, que levará música ao vivo, literatura e pintura para 20 cidades em três estados: São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Em Piracicaba, o Circuito chegará no dia seguinte. Fruto de parcerias com universidades e prefeituras, os eventos do Circuito Brasil serão gratuitos e serão realizados durante os meses de setembro, outubro e novembro. Além do show com o Quinteto, serão doados 50 livros de poesia contemporânea, de nomes como Paulo Henriques Britto, Armando Freitas Filho, Wally Salomão, Eucanaã Ferraz, Laura Liuzzi, Ana Cristina Cesar, Paulo Leminski, Ferreira Gullar e do próprio Fraga, entre outros. A ideia do projeto surgiu no início do ano, quando ele lançou dois projetos simultaneamente, seu segundo CD, Cigarra no Trovão, e o segundo livro de poemas, Cardume. “A minha atração pela escrita é antiga, diria que comecei a escrever poesia antes mesmo de ter lido poesia”, pontua Fraga, que antes de assumir-se compositor e poeta, formou-se em Economia na PUC do Rio de Janeiro. CD e livro lançados, veio a ideia de levar música para as universidades tocando em cima de um caminhão que vira palco, e a doação dos livros, em embalagem estante, projetada em madeira proveniente de reutilização, e exposição de reproduções das pinturas do Antônio Garcia Bento. O mapa da fase inicial do Circuito Brasil inclui ainda Campinas, Ribeirão Preto, São José dos Campos (São Paulo); Volta Redonda, Niterói e Petrópolis (Rio de Janeiro); Juiz de Fora, Pouso Alegre, Sete Lagoas, Uberaba e Uberlândia (Minas Gerais), entre outras cidades.

Anúncios

Prorrogadas as inscrições para o prêmio Flink de Literatura

capa_site_flink-2A FlinkSampa – Festa do Conhecimento, Literatura e Cultura Negra prorrogou o período de inscrições para o I Prêmio Flink de Literatura. Agora, os interessados terão até 20 de setembro para submeter seus trabalhos na categoria romance. O regulamento e o formulário de inscrição estão disponíveis no site www.flinksampa.com.br. A ação tem como objetivo revelar novos talentos e promover a literatura produzida por jovens autores negros brasileiros e residentes no país. Podem concorrer romances inéditos, destinados ao público adulto e escritos em língua portuguesa.

Cantinho da leitura

14078_gUm manual de consulta, um guia de curiosidades e um saboroso livro cheio de histórias deste enigma que pode ser a língua portuguesa falada (e escrita) no Brasil. Assim é Viva a língua brasileira! Uma viagem amorosa, sem caretice e sem vale-tudo, pelo sexto idioma mais falado do mundo – 0 seu (Companhia das Letras), de Sérgio Rodrigues. O escritor e jornalista dá dicas e tira dúvidas de coisas até que o leitor nem imaginaria que estava usando errado – e justamente por lançar mão da nossa língua corretamente mas sem afetação, o autor do premiado romance O drible defende o jeito brasileiro com perfeição, sem preconceitos. Em forma de verbetes, dividido em capítulos, o livro traz respostas para uma série de dúvidas do dia-a-dia, e ajuda a utilizar a língua portuguesa do Brasil sem o analfabetismo funcional, o pedantismo do juridiquês, a barbaridade do corporativês, a importação servil de estrangeirismos e o chiclete viciante do clichê. O lançamento de Viva a língua brasileira! é logo mais, às 19h, na Livraria da Travessa de Botafogo, no Rio de Janeiro.

Os livros da vida de Cristina Judar

IMG_20160714_145514Autora do livro de contos Roteiros para uma vida curta (Reformatório), menção honrosa no Prêmio Sesc de Literatura, e de duas HQs, Lina e Vermelho, vivo, até o final do ano Cristina Judar publica seu primeiro romance, Oito do sete, ganhador do Proac em 2014. Ela também é editora de uma revista eletrônica, Reversa Magazine. Aqui, ela fala sobre suas leituras marcantes.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

CJ – As aventuras do avião vermelho, de Érico Veríssimo. Foi um marco, ganhei dos meus pais como presente de aniversário ou de Natal. Eu tinha uns seis, sete anos e esse foi o primeiro livro que pude chamar de meu, já que eu e minha irmã tínhamos vários livros compartilhados. Me senti importantíssima na ocasião e viajei muito nas ilustrações, que eram incríveis.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

CJ – Vários marcaram e continuarão marcando, mas um dos livros fundamentais foi, sem dúvida, On the road, de Jack Kerouac. Eu estava na adolescência, com meu senso de deslocamento do mundo nas alturas, e entendi que, naquelas páginas, havia um modo diferente de viver, de pensar e de produzir arte e literatura. Me identifiquei muito, embora eu estivesse várias décadas depois da geração beat – e esse é um dos grandes méritos da obra. Li depois de anos e não senti tanto impacto, mas o livro continua importantíssimo.

SM – O que você está lendo agora?

CJ – Rumo ao farol, de Virgínia Woolf, um caleidoscópio entre personagens, mundo interior e exterior, e O jogo da amarelinha, de Julio Cortázar, um dos livros-mestres da não-linearidade. Ambos são autores dos quais gosto muito, especialmente pela revolução que causaram na forma de construir suas narrativas.

Pasolini é tema de editora estreante na Bienal

unnamedPasolini, do Neorrealismo ao Cinema Poesia, do ator e escritor paulista Davi Kinski, será lançado neste sábado, das 18h às 22 h, na 24ª Bienal Internacional do Livro, no estande M 87. O livro é uma das novidades da Laranja Original, editora criada em 2012 que estreia no evento paulista. Kinski percorre a vida e a obra do cineasta, poeta, escritor e semiólogo italiano Pier Paolo Pasolini, uma das personagens mais controversas e polêmicas da história do cinema, e busca provocar questionamentos essenciais para a formação de um cidadão ativo e participante de sua identidade e formação cultural. A editora, idealizada por Filipe Moreau, escritor e compositor, formado em Letras e Arquitetura, pelo jornalista Jayme Serva e pela fotógrafa Miriam Homem de Mello, também acolhe projetos nas áreas da música, das artes e da fotografia. Por isso, “seus livros têm figuras, suas músicas têm poesia, suas imagens têm melodia”, como afirmam seus editores. Posteriormente, entraram para a equipe a escritora e tradutora Clara Baccarin e Gabriel Mayor, fotógrafo e gestor de projetos culturais. O ineditismo de novos autores é um dos compromissos da editora, muito embora esse critério não seja um imperativo.

unnamed-1Além do livro sobre Pasolini, a casa lança na Bienal De A a Z, eróticas, de Sheila Hafez, que fala sobre fantasias femininas; Vinagre, poemas de Alexandre Barbosa de Souza com ilustrações de Rafael Campos Rocha; e Caça ao Esnarque, de Lewis Carroll, um épico nonsense publicado originalmente em 1876, na Inglaterra.

Sociedade Brasileira de Psicanálise promove debate sobre 400 anos da morte de Cervantes

o homem de la mancha 2O musical O homem de La Mancha, dirigido por Arthur Hiller, será o ponto de partida para um debate sobre Dom Quixote e os 400 anos da morte de Miguel de Cervantes nesta sexta-feira na Sociedade Brasileira de Psicanálise do Rio de Janeiro (Rua Davi Campista, 80 – Humaitá). Após o filme, a psicanalista Sherrine Maria Njaine fará uma apresentação, seguida de debate coordenado pelo também psicanalista e crítico de cinema Luiz Fernando Gallego. A sessão começa às 19h, com entrada franca. Lançado em 1972, o filme tem roteiro do dramaturgo Dale Wasserman adaptado de uma peça musical de sua autoria baseada em Dom Quixote e em alguns aspectos romantizados da vida de Cervantes. O elenco traz Peter O’Toole e Sophia Loren (foto). Para o musical foi composta (por Mitch Leigh com letra de Joe Darion) a famosa canção Impossible dream, que mereceu versão em português de Chico Buarque e Ruy Guerra, gravada por Maria Bethania como Um Sonho impossível Informações e reservas pelos telefones (21) 2537-1333  e  (21) 2537-1115 e pelo site sbprj@sbprj.org.br.

Destaque infantojuvenil

unnamedNinguém percebe, mas o protagonista de George (Galera Junior) é uma menina. Pelo menos é assim que ele se vê, no dia-a-dia, no espelho, folheando revistas femininas. O autor, Alex Gino, que se identifica como genderqueer, ou seja, sem gênero definido, disse ter escrito o livro que ele mesmo gostaria de ter lido. “Eu queria que pessoas trans contassem também histórias trans”, explica. O irmão mais velho acha que George é gay mas, para a maioria das pessoas, ele é um menino como todos os outros. George sabe que é menina e sonha com o dia em que poderá finalmente revelar seu segredo para todos. Até que a professora anuncia que a turma vai encenar A menina e o porquinho, uma das histórias preferidas de George, e ele planeja, com a ajuda da melhor amiga Kelly, conseguir o papel da aranha, um papel feminino. Nos Estados Unidos, George foi editado por David Levithan, autor de dois livros de temática LGBT para jovens, Dois garotos se beijando e Will & Will, este assinado com John Green. Indicado para jovens de 10 a 14 anos.