Livro de poesia rememora quatro décadas de carreira de Sady Bianchin

3-sady-bianchin-foto-divulgacaoO poeta, jornalista, sociólogo, ator e diretor de teatro Sady Bianchin lança nesta quinta-feira, às 19h, na Biblioteca das Faculdades Integradas Hélio Alonso – FACHA (Rua Muniz Barreto, 51 – Botafogo – Rio de Janeiro) seu sexto livro de poesia, Tráficos utópicos (Mais Que Palavras). Com capa do fotógrafo Pierre Crapez, o volume traz poemas inéditos e rememora por meio de uma fotobiografia os 40 anos de trabalho de Sady, figura onipresente na cultura carioca, com poemas, performances em saraus e peças teatrais. 1-capa-traficos-utopicos-de-sady-bianchin
Doutor em Teatro e Sociedade pela Università di Roma – Sapienza, Itália, com a tese Teatro e Sociedade: Aspectos da cena orientada pelo Prêmio Nobel Dario Fo, ele foi o criador dos projetos Rio de Versos, Barca das Dez, Ponte de Versos e Fórum Poesia e teve suas obras publicadas em sete países, tendo participado de 11 antologias.

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Três perguntas para Marcel Novaes

marcel-novaesO grande experimento (Record), do brasileiro Marcel Novaes, busca apresentar aos brasileiros – de forma acessível, com bom humor, no ritmo de um thriller – a revolução americana, uma das histórias menos conhecidas por aqui. Mais do que relativamente a qualquer outra nação, o que os EUA são hoje pode ser entendido a partir da compreensão do período de luta até a declaração de independência, em 1776, e dos anos de guerra para consolidá-­la. Marcel Novaes é doutor em Física, dá aulas desta matéria mas é um estudioso da história do mundo.

SM – Por que resolveu escrever sobre a independência americana?

MN – Decidi escrever sobre a independência americana depois de perceber que havia muito poucos livros disponíveis no Brasil sobre o tema, que é extremamente interessante. Conforme fui lendo e pesquisando sobre o assunto, cheguei à conclusão de que seria interessante produzir meu próprio livro e tentar fazer um trabalho de popularização, que fosse preciso porém bastante acessível.

SM – De que forma o legado da revolução americana influencia a história do Brasil?

MN – A revolução americana iniciou o “grande experimento” do auto-governo popular em países modernos. Inspirou a revolução francesa e inúmeros outros movimentos de independência e libertação pelo mundo. O republicanismo brasileiro, assim como seu sistema federado, deve muito aos Estados Unidos. Infelizmente, não conseguimos ter a mesma estabilidade política: desde 1789, os EUA já realizaram 58 eleições presidenciais democráticas, sem ruptura institucional ou golpe de qualquer tipo.

captura-de-tela-2016-11-30-as-11-22-11SM – Durante as pesquisas que você fez, qual o fato que mais o surpreendeu?

MN – Várias coisas me surpreenderam. O quanto o assunto é pouco conhecido, por exemplo. Outra surpresa foi a profundidade e o alcance popular da discussão a respeito da constituição. A simplicidade da constituição, em dramático contraste com a nossa, também me impressionou. Descobri personagens muito interessantes que não sabia que existiam, como John Adams e Alexander Hamilton. Adams foi um líder do processo político da independência e depois o segundo presidente. Um homem culto, inteligente, dedicado, íntegro. Hamilton foi secretário do tesouro no governo Washington e responsável pela reestruturação financeira do país, além de várias outras iniciativas. É uma pena que ambos acabem sendo eclipsados pela figura de Thomas Jefferson, que também tem seus méritos.

ABL elege nova diretoria

internah003A Academia Brasileira de Letras vai eleger nesta quinta-feira sua diretoria para o ano de 2017 e o presidente Domício Proença Filho é candidato à reeleição. A chapa única também é composta ainda pela secretária-geral Nélida Piñon, Ana Maria Machado como primeira-secretária, Merval Pereira como segundo-secretário e Marco Lucchesi como tesoureiro, repetindo a atual diretoria. A votação será para cada cargo, separadamente. Cada mandato na ABL é de um ano, com a possibilidade de uma reeleição, o que tradicionalmente ocorre. Ao fim dos dois mandatos, o secretário geral costuma ser o candidato à presidência. A posse será no dia 15 de dezembro, às 17h, no Petit Trianon.

Bate-papo reúne vencedores do Prêmio Sesc

franklin-carvalhoOs vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2016 lançam seus livros nesta terça-feira com bate-papo no Sesc Belenzinho (Rua Padre Adelino, 1.000 – São Paulo). Franklin Carvalho (acima) ganhou na categoria romance com Céus e Terra e Mário Rodrigues (foto abaixo), com Receita para se fazer um monstro”, na categoria conto. A programação começa às 19h, com o diretor-geral do Departamento Nacional do Sesc, Carlos Artexes. Em seguida, haverá um bate-papo com dois julgadores da Comissão Final da seleção, João Anzanello Carrascoza e Assis Brasil, sobre a criação literária no Brasil.

jose-mario-rodrigues_divulgac%cc%a7a%cc%83oA conversa será mediada pela jornalista Adriana Couto. Logo depois, os ganhadores de 2016 participam de debate com Marta Barcellos e Sheila Smanyoto, vencedoras do ano passado. O evento contará ainda com leitura dramatizada de trechos dos livros vencedores e sessão de autógrafos. Céus e Terra conta a história do menino Galego, que aos 12 anos é convocado para salvar um cigano crucificado e acaba morrendo. Receita para se fazer um monstro é uma coletânea de contos curtos que tem como inspiração inicial cenas da infância – em um recorte temporal bem específico dos anos 1980. Lançado pelo Sesc em 2003, o concurso já revelou 23 novos autores. Todos os livros são editados pela Record.

Destaque infantojuvenil

captura-de-tela-2016-11-25-as-11-43-36Autora de ficção e não-ficção para adultos, a jornalista e escritora Míriam Leitão também vem brilhando na literatura infantil. Depois de A perigosa vida dos passarinhos pequenos, A menina de nome enfeitado e Flávia e o bolo de chocolate, ela traz O estranho caso do sono perdido (Rocco Pequenos Leitores). Dessa vez, com a aventura de uma menina e sua avó que não consegue dormir. Na trama, a neta decide ajudar a avó a encontrar seu sono, perdido em meio a uma rotina atribulada. E o que elas descobrem no mundo dos sonos – e dos sonhos – ficará para sempre em seus corações, dia e noite. As ilustrações são de Fran Junqueira. O livro será lançado neste sábado em Brasília, às 15h, Livraria Cultura Shopping Iguatemi (SHIN CA 4, Lote A, loja 101 – Lago Norte), e no domingo, no Rio de Janeiro, às 16h, Livraria da Travessa do Leblon (Rua Afrânio de Melo Franco, 290, loja 205). No dia 4 de dezembro, é a vez de São Paulo, às 16h, na Livraria da Vila (Rua Fradique Coutinho, 915 – Vila Madalena).

Alguns destaques do Salão Carioca do Livro

image003Nesta sexta-feira, às 15h, o coordenador comercial da Bibliomundi participa da programação do Espaço Digital na LER – Salão Carioca do Livro (Armazéns 2 e 3 do Pier Mauá – Avenida Rodrigues Alves 10 – Centro – Rio de Janeiro). André Bacil vai falar sobre o tema “Independência digital”. A proposta da Bibliomundi é contribuir para a democratização desse mercado, disponibilizando um aplicativo para os autores publicarem  gratuitamente seus livros. Além disso, o leitor pode utilizar o aplicativo para escolher onde comprar seus e-books, por preço ou por afinidade. Amanhã, às 16h, a escritora Ana Miranda fala sobre biografias, ao lado de Joaquim Ferreira dos Santos, no Café do Livro. Ela está lançando Xica da Silva – A cinderela negra (Record), a escrava que se tornou a senhora mais poderosa das Minas de diamantes. A autora revela o mundo do Brasil colonial e as muitas facetas e interpretações da personagem: da sedutora, capaz de dominar os homens com astúcia e sensualidade, à concubina amorosa, fiel ao marido e dedicada aos filhos, passando pelo papel de mecenas do Tijuco, de dona de cem escravos e administradora da maior riqueza de seu tempo. Joaquim acaba de lançar Enquanto houver champanhe, há esperança: uma biografia de Zózimo Barrozo do Amaral (Intrínseca). A entrada para a LER é franca e a inscrição prévia deve ser feita no site do evento (http://www.lersalaocarioca.com.br/faca-sua-inscricao/ ). O salão vai até domingo.

Três perguntas para Cesar Bravo

foto_do_cesar_bravoRevelação do suspense independente com Além da carne, Cesar Bravo resgata personagens de seu best-seller digital em Ultra Carnem (DarkSide), quatro contos que se entrelaçam sobre um menino pintor, abandonado pela família cigana em um orfanato cristão. Ele é autor ainda de Calafrios da noite e Navio negreiro.

SM – Como é essa trama que traz quatro contos que são uma mesma história em contextos temporais diferentes?

CB – O livro começa em um passado distante, quando os carros eram novidade e a energia elétrica começava a se firmar nas cidades. Eu optei por tratar da história do menino cigano na época em que suas obras começaram a ser produzidas. Sequencialmente no livro, vamos acompanhar a influência dessas obras de arte malditas na vida de pessoas atuais, nos dias de hoje ou em um passado bem próximo. O menino, Wladimir Lester, tem uma longevidade, digamos, fora dos padrões. A unidade temporal mais distante está na primeira história, as outras são sequenciais e mais próximas.

SM – Por que resolveu fazer uma sequência de Além da carne, livro que você lançou na internet e foi um sucesso?

CB – Ainda me pergunto se foi uma escolha. Acontece que certos personagens se recusam a nos deixar. Eles permanecem em nossas mentes, e isso vale para escritores e leitores. Recebi o retorno de muitos fãs de Além da carne interessados em uma sequência ou uma exposição mais aprofundada da obra; em contato com a DarkSide, sentimos que seria uma forma incrível de manter meus leitores mais antigos por perto e conquistar um público ainda maior.

livro_cesar-bravoSM – Embora tenha começado na rede, você acha importante para um autor publicar também de forma tradicional, no papel?

CB – Sem dúvida. As publicações independentes me ajudaram bastante, através delas formei uma base sólida de leitores. Porém, o livro físico é essencial. O prazer de tê-lo nas mãos, de sentir seu cheiro e admirar sua arte é inquestionável. A leitura é uma atividade extremamente sensorial, quando maior o estímulo, melhor será o vínculo entre leitor e obra. Para um autor avançar no mercado, para ser reconhecido e valorizado, ele precisa do aval de uma boa editora. Eu tive a boa sorte de ser pinçado pela DarkSide, desde muito tempo minha editora do coração.