Três perguntas para Cesar Bravo

foto_do_cesar_bravoRevelação do suspense independente com Além da carne, Cesar Bravo resgata personagens de seu best-seller digital em Ultra Carnem (DarkSide), quatro contos que se entrelaçam sobre um menino pintor, abandonado pela família cigana em um orfanato cristão. Ele é autor ainda de Calafrios da noite e Navio negreiro.

SM – Como é essa trama que traz quatro contos que são uma mesma história em contextos temporais diferentes?

CB – O livro começa em um passado distante, quando os carros eram novidade e a energia elétrica começava a se firmar nas cidades. Eu optei por tratar da história do menino cigano na época em que suas obras começaram a ser produzidas. Sequencialmente no livro, vamos acompanhar a influência dessas obras de arte malditas na vida de pessoas atuais, nos dias de hoje ou em um passado bem próximo. O menino, Wladimir Lester, tem uma longevidade, digamos, fora dos padrões. A unidade temporal mais distante está na primeira história, as outras são sequenciais e mais próximas.

SM – Por que resolveu fazer uma sequência de Além da carne, livro que você lançou na internet e foi um sucesso?

CB – Ainda me pergunto se foi uma escolha. Acontece que certos personagens se recusam a nos deixar. Eles permanecem em nossas mentes, e isso vale para escritores e leitores. Recebi o retorno de muitos fãs de Além da carne interessados em uma sequência ou uma exposição mais aprofundada da obra; em contato com a DarkSide, sentimos que seria uma forma incrível de manter meus leitores mais antigos por perto e conquistar um público ainda maior.

livro_cesar-bravoSM – Embora tenha começado na rede, você acha importante para um autor publicar também de forma tradicional, no papel?

CB – Sem dúvida. As publicações independentes me ajudaram bastante, através delas formei uma base sólida de leitores. Porém, o livro físico é essencial. O prazer de tê-lo nas mãos, de sentir seu cheiro e admirar sua arte é inquestionável. A leitura é uma atividade extremamente sensorial, quando maior o estímulo, melhor será o vínculo entre leitor e obra. Para um autor avançar no mercado, para ser reconhecido e valorizado, ele precisa do aval de uma boa editora. Eu tive a boa sorte de ser pinçado pela DarkSide, desde muito tempo minha editora do coração.

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