Três perguntas para Marcel Novaes

marcel-novaesO grande experimento (Record), do brasileiro Marcel Novaes, busca apresentar aos brasileiros – de forma acessível, com bom humor, no ritmo de um thriller – a revolução americana, uma das histórias menos conhecidas por aqui. Mais do que relativamente a qualquer outra nação, o que os EUA são hoje pode ser entendido a partir da compreensão do período de luta até a declaração de independência, em 1776, e dos anos de guerra para consolidá-­la. Marcel Novaes é doutor em Física, dá aulas desta matéria mas é um estudioso da história do mundo.

SM – Por que resolveu escrever sobre a independência americana?

MN – Decidi escrever sobre a independência americana depois de perceber que havia muito poucos livros disponíveis no Brasil sobre o tema, que é extremamente interessante. Conforme fui lendo e pesquisando sobre o assunto, cheguei à conclusão de que seria interessante produzir meu próprio livro e tentar fazer um trabalho de popularização, que fosse preciso porém bastante acessível.

SM – De que forma o legado da revolução americana influencia a história do Brasil?

MN – A revolução americana iniciou o “grande experimento” do auto-governo popular em países modernos. Inspirou a revolução francesa e inúmeros outros movimentos de independência e libertação pelo mundo. O republicanismo brasileiro, assim como seu sistema federado, deve muito aos Estados Unidos. Infelizmente, não conseguimos ter a mesma estabilidade política: desde 1789, os EUA já realizaram 58 eleições presidenciais democráticas, sem ruptura institucional ou golpe de qualquer tipo.

captura-de-tela-2016-11-30-as-11-22-11SM – Durante as pesquisas que você fez, qual o fato que mais o surpreendeu?

MN – Várias coisas me surpreenderam. O quanto o assunto é pouco conhecido, por exemplo. Outra surpresa foi a profundidade e o alcance popular da discussão a respeito da constituição. A simplicidade da constituição, em dramático contraste com a nossa, também me impressionou. Descobri personagens muito interessantes que não sabia que existiam, como John Adams e Alexander Hamilton. Adams foi um líder do processo político da independência e depois o segundo presidente. Um homem culto, inteligente, dedicado, íntegro. Hamilton foi secretário do tesouro no governo Washington e responsável pela reestruturação financeira do país, além de várias outras iniciativas. É uma pena que ambos acabem sendo eclipsados pela figura de Thomas Jefferson, que também tem seus méritos.

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