Os livros da vida de Suzana Vargas

IMG-20170306-WA0061Comemorando a maioridade da Estação das Letras, a escritora e professora Suzana Vargas lança o Instituto Estação das Letras, que nasce para ampliar nacionalmente projetos que já existiram na instituição que criou há 21 anos, como Rodas de Leitura e Caravana de Escritores, principalmente mobilizando a população de baixa renda com oficinas de criação e apreciação literária. A ideia é democratizar ainda mais mais o acesso à leitura e à escrita. A Estação acumula em sua trajetória mais de quatro mil eventos, cursos e oficinas, com programações culturais e aulas de criação literária em gêneros diversos, bem como de formação de mão de obra para o mercado editorial, a cargo de mestres como Cleonice Berardinelli, Marina Colasanti, Ferreira Gullar, Ana Maria Machado, Sérgio Sant´Anna, Ruy Castro e Moacyr Scliar. Para comemorar, Suzana Vargas promove nesta quinta-feira um encontro sobre os universos da criação literária com o escritor Cristóvão Tezza, na Fundação Casa de Rui Barbosa. Aqui, ela compartilha um pouco sobre suas leituras marcantes.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

SV – O primeiro livro da minha vida não foi apenas um, foram vários. Morando no interior do Rio Grande do Sul, numa quase vila, sem cinema ou televisão, líamos muito. Lembro do volume de poesias de O mundo da criança, uma edição de capa vermelha com ilustrações aquareladas belíssimas e autores brasileiros e estrangeiros traduzidos. Memorizei e sei até hoje alguns poemas. Na adolescência, também me deparei com uma antologia de poetas estrangeiros maravilhosa… Eu tinha já uns 10, 11 anos e ficava lendo em tradução autores como Lorca, T.S.Eliot, Baudelaire ou Rilke, para ficar em alguns. Todos com tradutores de primeira como Machado de Assis, Guilherme de Figueiredo ou Geir Campos. Livro de poemas do Lorca eu li inteiro e a poesia ganhou espaço na minha vida. A prosa eu conheci no Tesouro da juventude (enciclopédia).

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

SV – Dom Quixote é, seguramente , o livro que também abriu minha mente para o humor. Com 15 anos comecei a ler em espanhol (eu morava na fronteira com o Uruguai). Claro que o livro integral eu vim ler muito mais tarde. Mas a partir dele comecei a pensar em literatura como diversão. A cena que mais me marcou naqueles inícios era a do Quixote tomando sopa de canudinho através da panóplia armadura, na estalagem que ele chamava de palácio, promovendo o estalajadeiro a rei. Esse livro é completo mas só tive noção mais plena do seu significado na faculdade e quando lecionei Cultura Ibérica por algum tempo.

SM – O que você está lendo agora?

SV – Leio diversos livros ao mesmo tempo, alguns por questões profissionais e outros por prazer. Leio a biografia de Frei Betto (Frei Betto – Biografia, de Américo Freire e Evanize Sydow), lançada recentemente. Acabei de ler Antes que seque, contos da Marta Barcellos; O regresso, da Lúcia Bettencourt; e A vida não tem cura, do Marcelo Mirisola.

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