Record entra com recurso contra proibição de circulação de livro

image003A Editora Record entrou com recurso na última sexta-feira no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro solicitando, entre outros pedidos, a liberação do romance Diário da cadeia. Escrito por autor desconhecido e assinado com o pseudônimo Eduardo Cunha, o livro que especula sobre a rotina do ex-presidente da Câmara na prisão, incluindo trechos do livro que ele diz estar escrevendo, seria lançado no fim de março, mas os advogados de Cunha entraram com um pedido de proibição e pela divulgação do nome do verdadeiro autor. Foi determinada uma multa de R$ 400 mil por dia se o livro chegasse a ser distribuído. Em nota divulgada nesta segunda-feira, a Record lembra que jamais divulgou que Diário da cadeia é uma autobiografia ou algo do gênero. Segundo a editora, “fica claro na capa que o autor não é o senhor Eduardo Cunha, mas, sim, um pseudônimo, recurso artístico bastante antigo”. O texto diz ainda que o livro está registrado como um romance e começou a ser distribuído, antes da proibição, como uma obra de ficção para as livrarias e que a editora vê com grande preocupação o impedimento à circulação de uma obra ficcional. No comunicado, a casa editorial reafirma a crença na liberdade de criação, na circulação livre e ampla da literatura e no aspecto desafiador da ficção. “Na verdade, nossa crença é na democracia. Vamos lutar por ela, por nossos livros e por nossos autores até o nosso último recurso. Essa é uma das funções mais importantes de uma editora e dela não abriremos mão.”

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