Luiz Antonio Aguiar: “Esforço para ganharmos voz na decisão de questões importantes para os autores”

luizContinuamos com a série de entrevistas com os presidentes da Associação de Escritores e Ilustradores de Literatura Infantil e Juvenil (AEILIJ), que está completando 18 anos. Quem conta agora um pouco dessa trajetória é Luiz Antonio Aguiar, presidente da associação em dois mandatos, de 2003 a 2005 e de 2005 a 2007. Escritor, professor de literatura, palestrante e consultor editorial, tem vários livros publicados e vários prêmios, entre eles dois Jabutis. Na gestão dele, foram criados os boletins informativos da entidade, que podem ser acessados em http://www.aeilij.org.br/boletins.

SM – O que é a AEILIJ pra você?

LAA – Acima de tudo uma oportunidade de unirmos forças para causas comuns, profissionais e políticas, e para democratização da LIJ. Sempre vi a AEILIJ como um espaço que pode concentrar esforços para fazermos coisas acontecerem.

SM – O que você destaca de mais importante da sua gestão?

LAA – Creio que a AEILIJ ganhou uma projeção política importante naqueles anos. Tinha a ver com o momento que o país passava, com um certo otimismo em relação ao que tínhamos pela frente, mas também com um esforço de todos os que participavam da entidade no sentido de ganharmos voz nas diferentes instâncias de decisão de questões importantes para os autores, a LIJ, a Literatura.

SM – Conte um pouco sobre as reuniões com o MEC, das quais vocês passaram a participar.

LAA – A AEILIJ passou a ser chamada para essas reuniões, e escutada, tanto no MEC quanto nos espaços criados a partir dali. Mais uma vez, era um outro momento no país. Tínhamos posições políticas claras, focadas na questão da democratização da literatura, a partir de nosso I Encontro Nacional, e ali houve ocasião de defendê-las. Se o país não tivesse desandado, acredito que continuaríamos dispondo desses espaços para discutir as políticas públicas em relação à Literatura. Faz falta algo assim hoje em dia e é uma luta que teremos cedo ou tarde de retomar. Não dá para os autores se isentarem, se distanciarem, dessas decisões.

SM – E como foi esse I Encontro Nacional AEILIJ, em novembro de 2003?

LAA – A ideia era unificar visões, termos propostas. Sentíamos, na Diretoria e nos debates da Associação, que logo precisaríamos de posições mais definidas sobre as políticas públicas em relação à Literatura e mesmo sobre nossas especificidades profissionais. Por exemplo, pode parecer pouco, mas não foi, a definição do “autor”, na AEILIJ, incluindo tanto o ilustrador como o escritor, nesse termo. Daí, decorreram desdobramentos importantes para nossa atuação. Mas houve muito mais. Foram dois dias de mesas e debates específicos, em São Paulo, com uma produção caprichada dos associados de lá. Na ocasião, nossa coordenadora era a Silvia Cintra Franco. Chamamos inclusive outras entidades próximas para o debate. Foi bastante produtivo.  

SM – Como foi a mudança da gestão do Rogério Andrade Barbosa, primeiro presidente da associação, para a sua?

LAA – Tranquilíssima. Quase uma continuidade. O Rogério Andrade Barbosa foi o sujeito que teve a ideia da AEILIJ e saiu por aí, percorrendo feiras, bienais, salões, estados, conversando com os autores. Naturalmente, foi nosso primeiro presidente. Eu fazia parte da chapa. E o Rogério se manteve na diretoria durante o meu mandato. Até hoje, sempre conversamos muito sobre questões do ofício.

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