Evento comemora mais de 500 mil exemplares vendidos de clássico da literatura fantástica brasileira

image005Eduardo Spohr faz neste domingo, às 11h, um bate-papo seguido de sessão de autógrafos para comemorar os mais de 500 mil exemplares vendidos (518 mil, por enquanto) de A batalha do Apocalipse (Verus). O evento será no Teatro Maria Della Costa (Rua Paim, 72 – Bela Vista – São Paulo). O livro, lançado de forma independente em 2007 pelo site Jovem Nerd, vendeu mais de quatro mil exemplares em apenas três meses. Em 2010 foi relançado pela Verus, selo do grupo Record, e a distribuição ajudou a alavancar o sucesso da história, que já chegou a Turquia, Holanda e Portugal. Um dos principais nomes da literatura fantástica nacional, Spohr faz uma jornada de conhecimento recheadas de lutas épicas para falar de um anjo renegado que vive o dilema de não poder se juntar às tropas do Bem, mas que também não quer ceder às tentações do Mal, com flashbacks que levam o leitor por civilizações antigas como Babilônia, Roma e Terra Média.

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Prêmio Libre prorroga inscrições

Captura de Tela 2017-11-30 às 11.35.59Foram prorrogadas até o dia 16 de janeiro de 2018 as inscrições para o 1º Prêmio Libre pela Bibliodiversidade, que vai premiar um ensaio inédito sobre temas relativos à bibliodiversidade. O vencedor ganhará a publicação de um livro, com a impressão de 500 exemplares, que será lançado na Primavera Literária do Rio de Janeiro no ano que vem. A premiação é promovida pela Liga Brasileira de Editoras, com apoio da Aliança Internacional de Editores Independentes (AIEI) e patrocínio da Bibliomundi e da Meta Solutions. A inscrição, incluindo o envio do arquivo, será virtual e por cadastro na plataforma Bibliomundi, no link www.bibliodiversidade.bibliomundi.com. O edital pode ser acessado em http://libre.org.br/wp-content/uploads/2017/08/EDITAL-PREMIO-BIBLIODIVERSIDADE-retificado-1.pdf.

Inscrições para prêmio AEILIJ vão até o fim do ano

ilustracao-de-carla-pillaAutores de obras de literatura para crianças e jovens lançadas em 2016 e 2017 podem concorrer na primeira edição do Prêmio AEILIJ de Literatura Infantil e Juvenil, que busca dar visibilidade à produção intelectual e literária nacional e colaborar para a divulgação das obras de autores brasileiros de literatura infantil e juvenil. Associados que estiverem em dia com a anuidade estarão isentos da taxa de inscrição de R$ 60 por obra. Um corpo de jurados de notável conhecimento técnico-literário avaliará o melhor texto infantil, o melhor texto juvenil e o melhor conjunto de ilustrações. Os vencedores levam um troféu e um selo de excelência, que poderá ser aplicado no livro. Além disso, os associados votarão nos três premiados e o que tiver mais votos receberá também o selo de Livro do Ano da AEILIJ. As inscrições poderão ser feitas até 31 de dezembro e o resultado será divulgado no Dia do Livro Infantil, em 18 de abril de 2018. Baixe o edital em www.aeilij.org.br/_artigos/premio_aeilij_2017.doc

Biblioteca Nacional divulga os vencedores de seu prêmio literário

b64e3610-80cf-428c-88f0-55f5ccadafaaA Biblioteca Nacional anunciou na noite de ontem, em uma cerimônia, os vencedores da 24ª edição de seu prêmio literário, que concede R$ 30 mil a livros de nove categorias. Foram inscritas 890 obras. Confira os vencedores:

Conto: Ferrugem, de Marcelo Moutinho

Ensaio literário: Samuel Beckett e seus duplos: espelhos, abismos e outras vertigens literárias, de Cláudia Maria de Vasconcellos

Ensaio social: Intelectuais mediadores: práticas culturais e ação política, de Angela de Castro Gomes e Patricia Hansen

Literatura infantil: Drufs, de Eva Furnari

Literatura juvenil: Tempo justo, de João Anzanello Carrascoza

Poesia: A idolatria poética ou a febre de imagens, de Sérgio Medeiros

Projeto gráfico: Anri Sala: o momento presente, de Gabriela Marques de Castro, Gustavo Marchetti e Paulo André Chagas (Bloco Gráfico), livro organizado por Heloisa Spada

Romance: Descobri que estava morto, de J.P. Cuenca

Tradução: Jaqueta Branca ou O mundo em um navio de guerra, de Rogério Bettoni, do original de Herman Melville

Vendas de livros se mantêm em alta e criam boa expectativa para o encerramento de 2017

Captura de Tela 2017-11-28 às 11.00.33Números divulgados no 11º Painel das Vendas de Livros no Brasil de 2017, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país, mostram que o crescimento observado ao longo do ano em relação ao período anterior se manteve. O faturamento do mercado livreiro de 9 de outubro a 5 de novembro deste ano, comparado com 10 de outubro a 6 de novembro do ano passado, teve aumento de 6,35%, enquanto as vendas em volume cresceram 4,47%. No acumulado de 2 de janeiro a 5 de novembro, quando comparado a 4 de janeiro a 6 de novembro de 2016, o desempenho apresenta crescimento de 5,89% em volume e de 6,63% em valor. A expectativa para os próximos levantamentos divulgados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros, que têm como base o resultado da Nielsen BookScan Brasil, é ainda maior, porque incluem datas como Black Friday e Natal, responsáveis em 2016 por aproximadamente 20% do total das vendas de livros no varejo.

Ficção e realidade se misturam em narrativa crua sobre a vida na capital paulista

erika balbino - foto gal oppidoAutora do infantil Num tronco de iroko vi a iúna cantar, a escritora paulistana Erika Balbino estreia na literatura adulta com O osso: poder e permissão (Cosmos), um romance de ‘ficção-realidade’, que capta pontos da vida na metrópole por meio de personagens fictícios e outros que ela admira. Moradora desde a infância do Bosque da Saúde, bairro da Zona Sul de São Paulo, a autora aborda a sujeição produzida pela miséria – material e espiritual –, a redenção como projeto de uma vida outra –, a insurreição do grito de alerta, da insurgência. O lançamento será logo mais, às 19h, na Livraria Martins Fontes (Av. Paulista, 509 – São Paulo).

SM – São Paulo é pano de fundo para seu livro. Por outro lado, no prefácio o rapper GOG lembra o verso que escreveu, “periferia é periferia em qualquer lugar”. As histórias que você conta poderiam ter acontecido em outra cidade ou são emblemáticas da zona sul da capital paulista?

EB – Acredito que algumas delas poderiam acontecer em qualquer lugar. Digo isso, pois, nesse livro, a presença do Metropolitano é bem marcante. O encontro entre as pessoas, a dinâmica da utilização do transporte público aqui na cidade. Somente nessa perspectiva. No entanto, em outro local pode ser a praia como o encontro de personagens, pode ser a feira. O importante é esse corpo político que circula e faz escolhas mediante situações, de poder ou permissivas.

Capa aberta Osso - poder e permissão - Divulgação.jpgSM – O livro foi escrito em 2006. Por que só agora você resolveu publicar, depois de ter estreado como autora infantil?

EB – Porque quando ele ficou pronto tinha muita gente publicando coisa boa, filmes retratando a periferia estavam sendo produzidos. Muitos trabalhos relevantes em ação. Quando publiquei o infanto-juvenil, em 2015,  vi 3 mil exemplares vendidos e pensei que, talvez, esse livro tivesse uma chance. Mostrei para um editor e um amigo jornalista e, após alguns ajustes, muito mais referentes a datas, afinal havia se passado mais de dez anos, resolvi que era hora de publicar.

SM – O quanto tem de real nessa ficção e como foi o trabalho de mexer nessas lembranças e vivências? 

EB – Bastante. Muitas das histórias e personagens eu observei tomando o transporte público, em rodas de capoeira, em ambientes de samba e centros religiosos de matriz africana. São Paulo me fascina. Quando reli o trabalho, fiquei surpresa como certas situações não mudaram em dez anos. Só pioraram. Isso me causou um certo desconforto e a certeza de que era o momento de publicar.

Foto: Divulgação/ Gal Oppido

Lançamento narra nova guerra civil americana em 2074

Guerra americana_Capa SAÍDA CURVAS_171003Uma guerra americana (Harper Collins) se passa no ano de 2074, durante a segunda guerra civil nos Estados Unidos, detonada porque o governo federal decide banir o uso de combustíveis fósseis devido aos efeitos do aquecimento global. O conflito começa quando alguns estados do Sul decidem se separar em vez de aceitar a proibição. No livro, o autor, o premiado jornalista Omar El Akkad, usa elementos que já aconteceram em algum momento da história em algum lugar do mundo. “Minha única intenção era criar um cenário onde não é mais possível dizer: isso está acontecendo lá longe e nunca vai me afetar”, explicaA história é contada a partir da perspectiva de uma família, das emoções e das decisões desesperadas que as pessoas tomam quando a prioridade é sobreviver. A protagonista da trama é a menina Sarat Chestnut, que tem apenas seis anos quando o terror da guerra invade sua casa. El Akkad nasceu no Egito e cresceu no Catar, antes de se mudar para o Canadá. Foi jornalista no The Globe and Mail, onde recebeu o National Newspaper Award por seu trabalho de investigação. Vive nos EUA.