Os livros da vida de Sandra Ronca

27294727_10213938262788817_2078586265_nA escritora e ilustradora Sandra Ronca tem 24 livros publicados, sendo sete como autora do texto. Em 2011, foi estudar ilustração na Itália, terra de seus pais e fundamental para seus primeiros passos na literatura. Seu livro mais recente é tenHo Um amiGO, lindo projeto inspirado no filho que se foi com apenas 12 anos de idade – o título destaca o nome dele nas maiúsculas. Além do texto, que resgata momentos e ideias do menino legal, esperto, que adorava ler e sabia guardar segredos, na definição do próprio Hugo Ronca Cavalcanti, a publicação é ilustrada com desenhos dele – autor também da foto de Sandra, reproduzida nesta entrevista sobre as leituras que marcaram sua vida.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

SR – Não lembrava do nome do livro e sim, do conteúdo. Até que o encontrei na casa dos meus pais: Il prestigiatore verde. É esse aí (abaixo), cheio de fitas adesivas sustentando as muitas janelas que se abriam. Foi uma alegria descobrir que seu autor é Bruno Munari, uma referência ainda super atual para o pessoal da área de design e ilustração, entre outras artes. Muito importante e da mesma época foi a coleção de clássicos que recebíamos pelo correio, Fiabe sonore, um volume por vez, vinda da Itália. Meus pais são italianos e, dessa forma, nos introduzimos à literatura e ao idioma italiano. Havia a expectativa, a alegria da chegada e a leitura compartilhada que com certeza foi importante na minha formação. A coleção era similar à Conte outra vez, que foi lançada no Brasil muitos anos depois. A italiana tinha mais volumes (quarenta) e acompanhávamos as histórias pelos discos de vinil de 45 rotações.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

SR – São várias fases diferentes. Não me lembro especificamente de um. Provavelmente, após a postagem, surgirá algum “como posso ter esquecido deste?” Na infância, dentre os clássicos: O lobo e os sete cabritinhos. Depois, Memórias de um cabo de vassoura, de Orígenes Lessa; O menino do dedo verde, de Maurice Druon; e Uma rua como aquela, de Lucília Junqueira de Almeida Prado. Na adolescência, vários livros de Agatha Christie. Lembro também de um livro que me marcou muito, pois mostrava outra realidade do Brasil à época da ditadura, Seis dias no porão da humanidade, de Carlos Mesters. Eu estudava em igreja católica, e foi um problema para a freira que nos indicou. Nessa travessia, houve também O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas; Admirável mundo novo, de Aldous Huxley; Kundu, de Morris West; A bolsa amarela, de Lygia Bojunga. Dos mais recentes, me marcaram Diário da montanha, de Roseana Murray; O vendedor de passados, de José Eduardo Agualusa; e vários livros da Clarissa Pinkola Estés, que dialogam muito com meu momento atual, em que estou me formando em Arteterapia.

SM – O que você está lendo agora?

SR – Como são livros que permitem esse navegar ora por um, ora por outro: Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés; Toda poesia, de Leminski; e O príncipe feliz e outros contos, de Oscar Wilde. Meu ritmo é lento e minha lista interminável. Intercalo também com livros teóricos de abordagem junguiana e maravilhosos livros de literatura dita infantil; com estes estou sempre em namoro.

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