Livros personalizados em busca de novos leitores

Foto Claudia Pessoa CORSites de livros infantis personalizados estão em ascensão. Além do prazer da leitura, os livros com nome e foto da criança na capa trabalham a autoestima e viram uma lembrança para a vida toda. Uma das novidades é o Sweet Books (www.sweetbooks.com.br), da escritora Cláudia Pessoa, pós-graduada em Letras pela PUC-RJ e mãe de três meninas. Aqui ela fala um pouco sobre a nova experiência.

SM – O que veio primeiro: os títulos infantis ou para o site de livros personalizados?

CP – Sempre fui encantada pelo universo da literatura infantil.  Vejo até hoje livros infantis como livros para qualquer idade.  Mesmo que não percebamos, nossa criança se manifesta e prossegue viva e latente em nossa personalidade.  Às vezes dou de presente para adultos livros do Bartolomeu Campos de Queirós, Roseana Murray, e eles, ao lerem, chegam a chorar de emoção. As crianças, por sua vez, ao escutarem uma história envolvente ficam nitidamente fascinadas.  Foi visando a explorar esse fascínio, surpreendê-las com um impacto maravilhoso ao se deparar como estrela da história, que os livros infantis me levaram aos livros personalizados.

SM – Os pais e avós devem adorar ver os pequenos como protagonistas dos livros, mas qual é o principal benefício para estes leitores?

CP – Esse prazer que os pais, avós, tios… sentem ao dar o livro, já é um benefício imediato.  Eles oferecem com empolgação, com os olhos brilhando, então as crianças também recebem entusiasmadas, curiosas.  Quando abrem, compartilham a surpresa, criam um vínculo de emoção positiva com o livro em si. Além disso, o principal é que nossas histórias sempre seguem uma linha de elevação da autoestima, da valorização das qualidades pessoais.  Quando a criança se depara como estrela da história, com seus aspectos positivos ressaltados, ela se sente importante, fica curiosa, quer ler depressa, com voracidade. Isso cria uma ligação positiva com a leitura.

Capa - 1.inddSM – Qual o diferencial do Sweet Books em relação a outros sites do mesmo formato?

CP – Alguns sites apenas “encaixam” o nome da criança.  Ela aparece ali por acaso.  O nome dela consta quase como uma “coincidência”, o que faz com que não se sinta de fato inserida, protagonista da história. É apenas uma personagem central, mas sem nada que a faça se sentir única, especial. Outros têm histórias muito longas e “impessoais”; tradução mal feita, distante de nossa linguagem, de nosso contexto. Nosso diferencial está em procurarmos fazer histórias na linha de elevação de autoestima, seja pelo caminho de autoajuda, de declaração de amor, ou de a criança, sendo personagem principal, ser caracterizada por qualidades honráveis… Enfim, histórias que trabalhem a autoestima e a valorização dos aspectos positivos. Além disso, acredito que só nós tenhamos livros com a foto da criança impressa em toda a história…

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Emoção e diversão de um tempo que não volta mais

14179_ggMaysa, Machado de Assis, Tarsila do Amaral e dom Pedro II são alguns dos personagens tão marcantes quanto diversificados presente em Cartas brasileiras (Companhia das Letras). Inspirado em Cartas extraordinárias, em que o britânico Shaun Usher reuniu 125 missivas de notáveis como Gandhi, Virginia Woolf e a rainha Elizabeth, o jornalista e escritor Sérgio Rodrigues selecionou correspondências curiosas de brasileiros, em narrativas históricas, engraçadas, ameaçadoras, amorosas, muitas inéditas ou pouco conhecidas. A primorosa edição traz as cartas datadas e contextualizadas, e ainda fotografias e fac-símiles. Autor do almanaque Viva a língua brasileira! e de livros de ficção como o premiado romance O drible, ele fez um livro divertido e emocionante, ainda mais em um mundo digital em que cartas já são uma raridade. Destaque para um bilhete de Lampião chantageando o prefeito de Mossoró, a carta que Elis Regina escreveu para o filho João Marcelo ler aos 18 anos mas que ele só recebeu recentemente, e a que selou o rompimento do então vice-presidente Michel Temer com Dilma Rousseff.

ABL elege nova diretoria

unnamedA Academia Brasileira de Letras elege nesta tarde sua diretoria para 2018. A chapa oficial terá Marco Lucchesi como presidente, Alberto da Costa e Silva como secretário-geral, Ana Maria Machado como primeira-secretária, Merval Pereira como segundo-secretário e Edmar Bacha como tesoureiro. Tradicionalmente, após dois mandatos, o secretário-geral encabeça a chapa da eleição seguinte, mas a atual ocupante do cargo, Nélida Piñon, optou por não se candidatar à presidência. Ela, que foi a primeira mulher a presidir a casa, em 1996, anunciou em agosto que não concorreria, pois pretende viajar para terminar um novo romance. Por isso, desta vez, o candidato será o atual tesoureiro. A votação será para cada cargo, separadamente. Tal como na eleição para a admissão de novos membros, prevê-se a possibilidade da realização de até quatro escrutínios, se algum dos candidatos não atingir a maioria estabelecida. Ao final da sessão, haverá a cerimônia de incineração das cédulas. A posse será na próxima quinta-feira, às 17h.

O comportamento humano em versos, ficção e autoajuda

Captura de Tela 2017-12-06 às 13.06.27A Giostri Editora lança logo mais, às 19h, na Livraria da Travessa da Barra, no BarraShopping, três obras de autoria de Ninah Arethe: o romance Entre teias e ventanias, os poemas de Fragmentos da vida e do tempo e as impressões e dicas sobre relacionamentos de Conviver e crescer – Refletindo sobre a vida a Dois. Especialista no comportamento humano, neste último ela fala de empatia e solidariedade para ajudar a solucionar os problemas da vida em comum. O romance tem como protagonista uma personagem que faz uma interlocução com o real, com o imaginário, o oculto e o sobrenatural para refletir sobre o universo feminino. Já o volume de poesia aborda a questão da contemporaneidade e o efeito de despedaçamento no amor e suas diversas nuances.

Inscrições para prêmio Rio de Literatura terminam no dia 18/12

24294209_2005695669649141_2271310149886706927_nEstão abertas até o dia 18 de dezembro as inscrições para a terceira edição do Prêmio Rio de Literatura, que este ano vai pagar R$ 100 mil para autores em três categorias: poesia, prosa de ficção e ensaio. Podem concorrer livros publicados de 1º de outubro de 2016 a 1º de outubro de 2017. O prêmio compreende uma segunda modalidade, exclusiva para descobrir os novos talentos fluminenses, restrita a novos nomes da literatura que tenham nascido ou residam no estado do Rio de Janeiro. A iniciativa, além de oferecer R$ 10 mil ao vencedor, também viabiliza a edição e publicação de mil exemplares de sua obra, que serão doados ao autor e distribuídos para bibliotecas públicas e comunitárias do estado. As inscrições podem ser feitas no site do Cesgranrio, no endereço http://cultural.cesgranrio.org.br/premio-rio-de-literatura/premio-rio-de-literatura-2017/

Hilda Hilst é a homenageada da Flip 2018

C8FAC6F4-3193-4CEF-A591-C0E960841CE2Autora de livros de vários gêneros, de poesia a teatro, conhecida por obras que falam de temas como o amor, o sexo, e a morte, Hilda Hilst será a grande homenageada da 16ª Festa Literária Internacional de Paraty. A curadora do evento, Joselia Aguiar, responsável por imprimir este ano uma programação com mais mulheres e negros, diz que a Flip de 2018 será mais intimista, com muita poesia e teatro, um pouco de irreverência e debates sobre criação artística, a arte e a natureza, a literatura e a filosofia. “A pesquisa de repertório será a mesma, ou seja, vamos manter a preocupação em ter autores e autoras plurais, do mesmo modo que na Flip 2017″, disse. O diretor geral do evento, Mauro Munhoz, afirmou que a escolha de Hilda Hilst como autora homenageada da Flip 2018 se deu pelo fato de sua obra extrapolar fronteiras. “Assim como os outros poetas brasileiros, leu Drummond, Bandeira e Cabral, mas leu também Fernando Pessoa, o francês Saint-John Perse e o alemão Rainer Maria Rilke. O resultado é uma literatura inovadora do ponto de vista da linguagem que exerce, por exemplo, forte influência na cena da dramaturgia brasileira de hoje.” Nos últimos anos de vida, a escritora passou a residir na Casa do Sol, chácara que construiu em Campinas, no interior de São Paulo, cercada de árvores e cachorros, que hoje funciona como sede do Instituto Hilda Hilst, onde se realizam residências artísticas e encenações de peças de teatro. A Flip será de 25 a 29 de julho de 2018.

Evento comemora mais de 500 mil exemplares vendidos de clássico da literatura fantástica brasileira

image005Eduardo Spohr faz neste domingo, às 11h, um bate-papo seguido de sessão de autógrafos para comemorar os mais de 500 mil exemplares vendidos (518 mil, por enquanto) de A batalha do Apocalipse (Verus). O evento será no Teatro Maria Della Costa (Rua Paim, 72 – Bela Vista – São Paulo). O livro, lançado de forma independente em 2007 pelo site Jovem Nerd, vendeu mais de quatro mil exemplares em apenas três meses. Em 2010 foi relançado pela Verus, selo do grupo Record, e a distribuição ajudou a alavancar o sucesso da história, que já chegou a Turquia, Holanda e Portugal. Um dos principais nomes da literatura fantástica nacional, Spohr faz uma jornada de conhecimento recheadas de lutas épicas para falar de um anjo renegado que vive o dilema de não poder se juntar às tropas do Bem, mas que também não quer ceder às tentações do Mal, com flashbacks que levam o leitor por civilizações antigas como Babilônia, Roma e Terra Média.