Para divertir e ajudar os pré-adolescentes a superar a insegurança

Nao Cale Fale - Capa CP 01ed01 CORR.inddEm Não cale! Fale (Melhoramentos) aborda os medos e inseguranças por meio de um menino, Joe Alton Miles, mais conhecido como Jelly, que adora jogos de computador e resolve disputar pra valer o Concurso Anual de Oratória da escola por conta do prêmio, um tablet. Além de ter que falar diante de todos e ser o centro das atenções, precisa enfrentar Victoria, a insuportável garota popular da escola, que acha que todas as premiações são dela. No caminho, Jelly vai percebendo que outras coisas estão em jogo, como sua imagem diante dos colegas, e acaba descobrindo quem são seus verdadeiros amigos. O livro é da guianense radicada no Canadá Jennifer Mook–Sang, e já levou vários prêmios. Tradução de Renata Tufano.

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Frei Betto abre programação do Instituto Estação das Letras com aula gratuita

Divulgação-1E nesta terça-feira, às 16h, Frei Betto fala sobre o ofício de escrever na aula inaugural do primeiro semestre do Instituto Estação das Letras (IEL), que está comemorando um ano. O evento será na Fundação Casa de Rui Barbosa (Rua São Clemente, 134 – Botafogo – Rio de Janeiro). Um dos principais pontos da análise é a escrita como missão, sem deixar em segundo plano a necessidade da leitura, da disciplina e a técnica de grandes autores, como Shakespeare, Cervantes, T.S. Eliot, Bartolomeu Campos de Queirós e Adélia Prado, para cumprir bem esse papel. O evento é gratuito mas os participantes devem se inscrever pelo e-mail estacaodasletras@estacaodasletras.com.br, e, caso desejem, podem enviar uma crônica de no máximo 3 mil caracteres. Alguns textos serão escolhidos pelo escritor para ser comentados na aula. O autor estará à disposição também para autografar seus livros, entre eles Oficio de escrever, lançado recentemente. No sábado, na sede do IEL (Rua Marquês de Abrantes, 177 – Flamengo), Elias Fajardo ministra uma aula aberta, a partir das 15h, sobre conto e romance, que são abordados na oficina dele “Produzindo seu livro de ficção com vistas a publicação”, parte da programação desse primeiro semestre do ano. Informações pelo telefone (21) 3237-3947.

Trio leva ao Rival projeto que mistura leituras com discussões sobre a sociedade

image001O projeto Você é o que lê, estrelado pelo escritor e humorista Gregorio Duvivier (à direita), a atriz Maria Ribeiro e o jornalista Xico Sá chega ao Rio de Janeiro nesta quarta-feira, às 19h30, no Teatro Rival Petrobras (Rua Álvaro Alvim, 33 – Centro). O bate-papo usa a literatura, os livros, os hábitos de leitura e o universo literário, com muita leveza e descontração, para dar o tom do encontro, mas como o que estamos lendo se confunde com a nossa narrativa pessoal, discussões sobre a sociedade, políticas públicas e educação também são constantes no projeto, que começou em Salvador em 2016. Durante a apresentação, eles contam como diferentes autores marcaram fases distintas das suas vidas e contribuíram nas suas trajetórias como artistas e escritores. Os três já publicaram livros, entre os quais obras em romance, poesia, contos e crônicas, e toda semana publicam colunas em jornais brasileiros onde falam sobre tudo: política, futebol, crises do cotidiano, amor e sexo. Após a conversa, o cantor e compositor Rodrigo Maranhão brinda o público com um pocket show voz e violão. Ingressos: R$ 20 e R$ 10 (na bilheteria do teatro para quem levar um livro não-didático para doação).

Os livros da vida de Sandra Ronca

27294727_10213938262788817_2078586265_nA escritora e ilustradora Sandra Ronca tem 24 livros publicados, sendo sete como autora do texto. Em 2011, foi estudar ilustração na Itália, terra de seus pais e fundamental para seus primeiros passos na literatura. Seu livro mais recente é tenHo Um amiGO, lindo projeto inspirado no filho que se foi com apenas 12 anos de idade – o título destaca o nome dele nas maiúsculas. Além do texto, que resgata momentos e ideias do menino legal, esperto, que adorava ler e sabia guardar segredos, na definição do próprio Hugo Ronca Cavalcanti, a publicação é ilustrada com desenhos dele – autor também da foto de Sandra, reproduzida nesta entrevista sobre as leituras que marcaram sua vida.

SM – Qual o primeiro livro do qual você tem lembrança?

SR – Não lembrava do nome do livro e sim, do conteúdo. Até que o encontrei na casa dos meus pais: Il prestigiatore verde. É esse aí (abaixo), cheio de fitas adesivas sustentando as muitas janelas que se abriam. Foi uma alegria descobrir que seu autor é Bruno Munari, uma referência ainda super atual para o pessoal da área de design e ilustração, entre outras artes. Muito importante e da mesma época foi a coleção de clássicos que recebíamos pelo correio, Fiabe sonore, um volume por vez, vinda da Itália. Meus pais são italianos e, dessa forma, nos introduzimos à literatura e ao idioma italiano. Havia a expectativa, a alegria da chegada e a leitura compartilhada que com certeza foi importante na minha formação. A coleção era similar à Conte outra vez, que foi lançada no Brasil muitos anos depois. A italiana tinha mais volumes (quarenta) e acompanhávamos as histórias pelos discos de vinil de 45 rotações.

SM – Que livro mais marcou a sua vida?

SR – São várias fases diferentes. Não me lembro especificamente de um. Provavelmente, após a postagem, surgirá algum “como posso ter esquecido deste?” Na infância, dentre os clássicos: O lobo e os sete cabritinhos. Depois, Memórias de um cabo de vassoura, de Orígenes Lessa; O menino do dedo verde, de Maurice Druon; e Uma rua como aquela, de Lucília Junqueira de Almeida Prado. Na adolescência, vários livros de Agatha Christie. Lembro também de um livro que me marcou muito, pois mostrava outra realidade do Brasil à época da ditadura, Seis dias no porão da humanidade, de Carlos Mesters. Eu estudava em igreja católica, e foi um problema para a freira que nos indicou. Nessa travessia, houve também O conde de Monte Cristo, de Alexandre Dumas; Admirável mundo novo, de Aldous Huxley; Kundu, de Morris West; A bolsa amarela, de Lygia Bojunga. Dos mais recentes, me marcaram Diário da montanha, de Roseana Murray; O vendedor de passados, de José Eduardo Agualusa; e vários livros da Clarissa Pinkola Estés, que dialogam muito com meu momento atual, em que estou me formando em Arteterapia.

SM – O que você está lendo agora?

SR – Como são livros que permitem esse navegar ora por um, ora por outro: Mulheres que correm com os lobos, de Clarissa Pinkola Estés; Toda poesia, de Leminski; e O príncipe feliz e outros contos, de Oscar Wilde. Meu ritmo é lento e minha lista interminável. Intercalo também com livros teóricos de abordagem junguiana e maravilhosos livros de literatura dita infantil; com estes estou sempre em namoro.

Uma viagem de encantamento e suspense

CAPA PETROLINA site-240x360Em crise de meia idade, um compositor resolve atender ao pedido da ex-mulher, com quem tem uma relação mal resolvida, e leva o tio-avô dela de carro de São Paulo a Petrolina – além dos dois filhos do protagonista, uma adolescente e um menino ainda pequeno. A viagem conduz a narrativa de Petrolina (Grua), novo romance de Carlos Eduardo de Magalhães, autor de Pitanga, Trova e Super-homem, não-homem, Carol e os invisíveis, entre outros, escrito em parte durante um programa de residência na Índia. Os 2178,6km de estrada vão levando o leitor por uma história de encantamento e suspense, em que o compositor vai rememorando sua trajetória, redescobrindo novos jeitos de se relacionar com a família e desvendando o motivo pelo qual o principal passageiro do carro precisou sair dos Estados Unidos, onde mora há mais de 50 anos, para ir até o sertão. Em um mundo em que a rapidez e a tecnologia são a tônica do nosso dia a dia, quatro pessoas de idades tão diferentes em uma viagem de três dias dentro de um carro promete confusão, mas aqui produz ótima literatura. Destaque para a bela capa de Maribel Suarez, inspirada nos folhetos de cordel.

Experiência no jornalismo se reflete nas páginas de romance policial ambientado no Rio

Escritora Nathalia Alvitos - Credito fotografa Aline Machado (3)Nathalia Alvitos, 33 anos, está lançando seu segundo romance, Cidade perdida (Chiado). A trama tem como protagonista uma inspetora da polícia civil capaz de desvendar todos os crimes que caem em suas mãos. Para isso, conta com a ajuda do comissário Germano, a quem chama de mestre. Até ser escalada para investigar um serial killer, que tem como alvos homens poderosos de uma emissora nacional de TV. Jornalista especializada em segurança pública, a autora se vale de sua experiência como repórter policial nesta narrativa que tem como cenário o Rio de Janeiro.

SM – De que forma a atual crise pela qual o Rio de Janeiro vem passando – política, social, de segurança – foi essencial para a ideia de seu novo livro?

NA – Sim e não, explico: a violência, o tráfico e a corrupção são características comuns em todas as sociedades, e apesar de Cidade perdida ser ambientado no fictício Rio de Janeiro, quis trazer elementos que seriam entendidos por leitores de qualquer nacionalidade. O Rio de Janeiro traz no momento uma maior necessidade de discussão sobre as possíveis soluções para a violência, e isso só ajuda meu livro. A obra furta cuidadosamente todos os bons elementos para focar apenas no problema da criminalidade que, na ficção, transborda os limites com a presença até de um serial killer. A protagonista Lana Garcia é uma grande aposta num momento em que a literatura policial mundial pede protagonistas femininas fortes. É uma felicidade ver que a Garcia já nasce atendendo a esse desejo.

SM – Como é o seu processo de trabalho, que utiliza o material do dia a dia da cidade para se transformar em literatura?

NA – Apesar de ser ficcionista, faço questão de ter uma estética realista, então o material diário é essencial como ponto de partida, porém, quando os personagens e a história começam a se desenvolver, a ficção prevalece. Acredito que a experiência como repórter policial me permitiu, ainda que eu seja uma nova escritora, ter um diferencial, já que imaginar um tiroteio é bem diferente de sentir o cheiro de pólvora, correr e deitar no chão com colete à prova de balas com medo de morrer. Sem dúvida esses elementos enriquecem a escrita. Quando lemos Edgar Allan Poe acreditamos que qualquer daqueles contos, mesmo aqueles macabros ao extremo, podem acontecer, e é exatamente o diferencial dele, é o que atinge o leitor na alma e o assusta. Cidade perdida vem exatamente com essa pretensão. 

SM – Sendo repórter policial, mais próxima do livro que está lançando, você estreou com um romance em que refletia sobre a solidão e os valores da sociedade. O quanto ele também mostra as suas vivências?

NA – O Lavínia: no limite partiu de uma parte mais superficial ainda da minha experiência. Ela foi mais uma caminhada para a compreensão das diferenças de personalidades e do mundo da psicanálise que muito me atrai. Lavínia veio das lacunas que não consigo preencher quando conheço pessoas muito diferentes e, em vez de cobrar esclarecimentos, prefiro criar possibilidades, até porque compreender tudo e todos é uma ilusão. O livro protagonizado por Lavínia mostra que os mesmos elementos que nos aprisionam na infelicidade são os mesmos que nos libertam para a vida. 

Foto: Divulgação/ Aline Machado

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Vendas de livros registram aumento em volume e faturamento em 2017

Captura de Tela 2018-01-19 às 09.17.01As vendas de livros em 2017 tiveram aumento de 4,55% em volume, equivalente a aproximadamente 1,8 milhões de exemplares, em 2017, comparado ao ano anterior. Em termos de faturamento, a alta foi de 6,15%, correspondentes a cerca de R$ 100 milhões. Desde 2013, quando o levantamento feito pela Nielsen BookScan Brasil para o Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) foi iniciado, é a primeira vez que o resultado fica acima da inflação. O bom resultado obtido com as principais livrarias e supermercados do país foi impulsionado pela semana do Natal, com crescimento de de 16% em faturamento e 10% em volume em comparação ao mesmo período de 2016. A pesquisa completa pode ser conferida em http://www.snel.org.br/levantamento-mensal/.