Paula Hawkins lança novo thriller no primeiro sábado da Bienal do Livro

unnamedUma das convidadas da Bienal do Livro Rio é a escritora britânica Paula Hawkins, autora do thriller A garota no trem (Record), que vendeu 20 milhões de exemplares pelo mundo sendo 300 mil no Brasil. Ela vem lançar seu livro mais recente, Em águas sombrias. Se no romance anterior três narradoras se revezam para contar a história do desaparecimento de uma delas, acompanhado das janelas do trem pela protagonista, neste mais uma vez vários personagens se revezam para desvendar um aparente suicídio ocorrido em um lugar específico de um rio, conhecido como Poço dos Afogamentos, na pequena e fictícia Beckford, no interior da Inglaterra. No livro, ela aproveita para falar sobre machismo e misoginia em suas mais diversas formas, e da maneira que a sociedade ainda enxerga e silencia as mulheres. Assim como A garota do trem, que virou filme (nem de longe bom como o livro), Em águas sombrias teve os direitos vendidos para o cinema. Paula Hawkins estará na Bienal no sábado, dia 2. Às 15h, ela participa do Encontro com autores, em uma conversa sobre o processo de escrita e criação. Logo depois, às 18h30, recebe os fãs na Área de autógrafos do Riocentro.

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Edição de luxo reúne dois títulos de Lima Barreto

Captura de Tela 2017-07-04 às 15.33.53Dois livros de Lima Barreto (1881-1922), Os bruzundangas e Numa e a ninfa, acabam de ser lançados em edição única pela Carambaia. Os textos do grande homenageado da Festa Literária Internacional de Paraty 2017, que ironizam a vida política do Brasil da República Velha, foram publicados em folhetins no início do século XX e não perderam a atualidade, passados 100 anos. A organização e o posfácio são de Beatriz Resende, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), crítica literária e especialista em Lima Barreto, que vai participar de duas mesas da Flip, discutindo a obra do escritor. Os bruzundangas é uma reunião de crônicas publicadas de janeiro a maio de 1917 no semanário A.B.C., que depois saiu em livro, lançado um ano após a morte de Lima Barreto. São relatos em tom de paródia sobre um país fictício, a República dos Estados Unidos da Bruzundanga, que muito se se assemelha ao Brasil. Já Numa e a ninfa, que começou a ser publicado, na forma de folhetins, em março de 1915, foi anunciado pelo jornal A Noite como um texto que “romanceava vários escândalos dos milhares que assinalaram o governo Hermes (da Fonseca) como o mais corrupto da história”. A obra retrata a trajetória de Numa Pompílio de Castro, um bacharel em Direito medíocre, acomodado, que conquista uma cadeira de deputado federal ao se casar com a filha do governador – a ninfa do título. O livro tem projeto gráfico de Fernando Vilela, que estruturou o volume como um folioscópio (ou flip book). Suas ilustrações são organizadas em sequência, de modo que, quando o volume é folheado rapidamente, tem-se a ilusão de ver as imagens e o próprio texto em movimento. A capa traz uma colagem de xilogravuras feitas especialmente pelo artista.

Entre o racional e o espiritual

FOTO LIVROEm tempos difíceis como os que estamos vivendo no Brasil e no mundo, expandir nossa percepção em relação ao que acontece ao nosso redor e elevar a consciência espiritual é fundamental, e é essa experiência que o curitibano Renato Candemil busca passar em Uma jornada em busca da verdade espiritual (Insular). O livro mostra que a maioria de nossas ações cotidianas são fruto do que acontece no campo da racionalidade, mas muitas também acontecem sob o prisma da espiritualidade. Candemil, que sempre conviveu com experiências espirituais das mais diversas, seleciona dez episódios para demonstrar que pequenos detalhes podem mudar toda uma existência. A narrativa começa por um episódio ocorrido em 2012 no alto das montanhas de La Salette, nos Alpes Franceses. O prefácio é do escritor e jornalista Marcelo Passamai.

Volume de cartas abre coleção com aspectos menos conhecidos de grandes escritores

313942d7-2f65-44cb-9913-7f7c48bc6d77Aaventuradoestilook2A aventura do estilo (Rocco) reúne pela primeira vez no Brasil a correspondência entre dois grandes nomes da literatura de língua inglesa, o americano Henry James (1843-1916) e o britânico Robert Louis Stevenson (1850-1894). Com organização e tradução de Marina Bedran, o volume inaugura a coleção Marginália, com curadoria do jornalista Miguel Conde, que tem como objetivo revelar aspectos menos conhecidos de alguns dos maiores escritores modernos a partir de cartas, bilhetes, ensaios, artigos e outros textos avulsos. O livro celebra a amizade entre dois autores tão diferentes por meio de uma troca de cartas, com discussões sobre o oficio da escrita, que durou uma década. O título da coleção se refere às anotações deixadas pelos leitores nas margens dos manuscritos e páginas impressas. O segundo título, A perda de si, traz uma seleção de cartas tiradas das obras completas de Antonin Artaud organizada por Ana Kiffer, com tradução dela e de Mariana Patrício.

Livro traz memórias de judia que se casou com oficial nazista

A mulher do oficial nazistaAté onde você iria para sobreviver a uma guerra? Esta é a pergunta respondida por A mulher do oficial nazista (HarperCollins), que traz as memórias de Edith Hahn Beer, com colaboração da escritora Susan Dworkin. É a história real da judia que se casou com um oficial nazista e sobreviveu ao Holocausto. Aprisionada em um gueto e obrigada a trabalhar como escrava em uma fazenda e em uma fábrica, a austríaca Edith conseguiu escapar e mudar de identidade, fingindo ser a alemã Grete Denner. Até conhecer Werner Vetter, membro do partido nazista que se apaixona por ela. Mesmo confessando ser judia, o oficial a pediu em casamento e manteve sua identidade em segredo. No livro, Edith conta como era viver em constante medo. Ela revela como os oficiais nazistas casualmente questionavam a linhagem de seus pais e descreve o momento em que seu marido foi capturado pelos soviéticos e ela foi expulsa de casa, escondendo-se em escombros porque soldados russos bêbados estupravam mulheres na rua. Apesar do risco que corria, Edith guardou documentos e fotografias, que hoje fazem parte da coleção permanente do Museu Memorial do Holocausto, em Washington. Após a guerra, ela se divorciou, recuperou sua verdadeira identidade, passou a viver em Londres e se casou novamente, dessa vez com um mercador judeu. Com a morte de seu segundo marido, Edith se mudou para Israel. Ela morreu em 2009.

Maior sucesso de Clarice Lispector ganha edição comemorativa

c319ec22-cc92-40f1-8234-26c96c0b53dbAhoradaestrela_edicaocommanuscritoseensaiosineditosokClarice Lispector morreu no dia 9 de dezembro de 1977, um dia antes de completar 57 anos. A hora da estrela tinha sido lançado há pouco mais de um mês e a escritora não chegou a vivenciar nada da popularidade que o romance conseguiu nestes 40 anos. Adaptada para o cinema e adotada nas escolas, a história de Macabéa ganha agora de sua editora, a Rocco, uma bela edição comemorativa, em capa dura e sobrecapa, com o texto original, manuscritos de Clarice e ensaios sobre o livro. O primeiro é uma apresentação da escritora Paloma Vidal, que esmiúça os rascunhos originais, deixados pela autora, que formaram o romance. Ao final, a publicação reúne uma fortuna crítica sobre o grande best-seller de Clarice: um texto da crítica francesa Hélène Cixous, publicado em 1987 pela revista Travessia, da Universidade Federal de Santa Catarina, em que ela afirma que A hora da estrela “é um dos maiores livros do mundo”; a introdução que o escritor irlandês Colm Tóibín fez para a edição americana de 2011; o posfácio assinado pela pesquisadora argentina Florencia Garramuño para uma edição em 2010 em seu país; um texto de Nádia Battela Gotlib, biógrafa de Clarice, para a revista Organon, da Universidade Federal do Ro Grande do Sul, em 1989; a apresentação da professora Clarisse Fukelman para uma edição de 1984 do livro; e a apresentação do acadêmico Eduardo Portella para a primeira edição do livro, na qual ele diz que a narrativa do último livro de Clarice “é também a alegoria da esperança possível”.

Livro adaptado para os cinemas ganha nova edição no Brasil

Zoologico_de_Varsovia_CAPA_v02.inddA HarperCollins Brasil está relançando O zoológico de Varsóvia, que tinha saído por aqui pela Nova Fronteira e estava fora de catálogo. O best-seller da escritora americana Diane Ackerman ganhou uma adaptação cinematográfica, estrelada pela atriz Jessica Chastain e pelo ator Daniel Brühl, que acaba de estrear nos Estados Unidos mas ainda não tem data de lançamento no Brasil. Baseado em fatos reais, o livro mostra como Jan e Antonina Zabinski, responsáveis pelo zoológico da capital polonesa, salvaram mais de 300 judeus durante a Segunda Guerra Mundial, depois que o país foi invadido pela Alemanha e passou por diversos bombardeios que devastaram a cidade. Com a maior parte dos animais mortos, o casal passou a esconder judeus que fugiam do exército de Hitler nas celas vazias do zoológico. Jan, participante ativo da Resistência Polonesa, enterrava munição na jaula dos elefantes e ocultava explosivos no hospital dos animais. Antonina contava com a ajuda do filho Ryszard, uma criança sensível e corajosa, que não se deixou contaminar em meio à atmosfera tensa da guerra. Diane Ackerman mostra que a resistência ao nazismo foi feita por gente comum, que não hesitou diante da possibilidade de ajudar os judeus perseguidos. Usando o diário de Antonina, outras fontes contemporâneas e sua própria pesquisa na Polônia, a autora transporta o leitor ao gueto de Varsóvia e ao Levante Judeu de 1943, além de descrever a revolta dos poloneses contra os ocupantes nazistas em 1944.