Mostra inspirada em clássicos nacionais contemporâneos abre logo mais em SP

Captura de Tela 2017-03-28 às 16.57.16Logo mais, às 20h, o Sesc Ipiranga (Rua Bom Pastor, 822 – São Paulo) inaugura com performances e leituras a exposição Contaminações, diálogos dos artistas Álvaro Franca, Cristiano Mascaro, Eder Santos, Franklin Casaro, Heleno Bernardi e Roberto Evangelista com os livros Eles eram muitos cavalos, de Luiz Ruffato; Zero, de Ignácio de Loyola Brandão; e O concerto de João Gilberto no Rio de Janeiro, de Sergio Sant’Anna. Daniela Thomas e Felipe Massara assinam a criação e projeto expográfico. A mostra ficará aberta até o dia 2 de julho, de terça a sexta-feira, das 9h às 21h30; sábados, das 10h às 21h30; e domingos e feriados, das 10h às 18h.

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Mostra abre comemorações do centenário de Antonio Callado

2 - Expo Quarup_foto_Goretti_MoreiraA Galeria Arte e Literatura, da Biblioteca Estação Leitura, localizada na estação Central do MetrôRio, inaugura nesta terça-feira, às 10h30, a exposição Quarup, baseada no romance homônimo de Antonio Callado, morto em 1997. A mostra gratuita, que integra o Circuito Cultural Rio, idealizado pela Secretaria Municipal de Cultura e pela Prefeitura do Rio, para a programação cultural dos períodos Olímpico e Paralímpico, que vai de maio a setembro de 2016, também abre as comemorações pelo centenário do romancista, jornalistas, biógrafo e teatrólogo, em janeiro de 2017.

1 - expo quarup foto Cristina OldemburgA ideia é discutir os temas do romance, lançado há 51 anos, que parecem mais atuais do que nunca, já que os povos indígenas continuam vítimas do preconceito e do descaso e estão sendo dizimados de nossa cultura em nome de interesses questionáveis. Concebida pelo Instituto Oldemburg, a exposição reúne 10 painéis com nove fotos do Museu do Índio e uma feita especialmente pela fotógrafa Cristina Oldemburg (foto ao lado). Até 26 de setembro, os visitantes poderão assistir e participar de atividades coordenadas do Projeto Vivências Lúdico-Literárias, Oficinas de Arte-Educação para crianças e jovens e também voltadas para instituições educacionais e sociais. Os participantes das atividades receberão um exemplar do livro Kuarup – A festa dos mortos, de Jô Oliveira, numa adaptação para colorir. Cada escola e instituição visitante receberá um exemplar do Quarup, de Antonio Callado, para a sua biblioteca.

O gigantismo epistolar de Mário de Andrade, agora em SP

unnamedComeça nesta sexta-feira no Centro Cultural Correios de São Paulo (Avenida São João, s/nº, Vale do Anhangabaú) a exposição Mário de Andrade – Cartas do Modernismo, que reúne parte da correspondência do autor de Macunaíma. O próprio modernista dizia sofrer de “gigantismo epistolar”. Ao longo de toda da vida, trocou cartas com os maiores nomes das artes, da cultura e da inteligência do Brasil, como Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Luís da Câmara Cascudo, em um tempo em que o país e, sobretudo, São Paulo, viveram seu primeiro grande momento de transformação e modernização. A mostra, que já passou por Rio de Janeiro e Brasília, pode ser conferida de terça a domingo das 11h às 17h até 15 de novembro, com curadoria de Denise Mattar e cenografia de Guilherme Isnard. Além da correspondência, completam a exposição obras de arte de Anita Malfatti, Tarsila do Amaral, Di Cavalcanti e Cândido Portinari, acompanhadas por cartas gravadas pelo ator João Paulo Lorenzón, mostrando os diferentes tons que Mário usava para os seus correspondentes: carinhoso para Anita, caloroso para Portinari e apaixonado por Tarsila. Em fac-símiles podem ser vistas cartas enviadas a Mário pelos artistas, sempre entremeadas de desenhos e gracejos. A mostra é complementada por uma cronologia de Mário de Andrade, pelo vídeo Um homem desinfeliz, docudrama produzido pelo Itaú Cultural, e pelas fotografias feitas por Mário de Andrade na viagem ao Amazonas que realizou em 1927 com D. Olivia Guedes Penteado, uma das anfitriãs da sociedade paulistana, amiga de artistas e intelectuais. Uma instalação tecnológica brinca com a enorme quantidade de cartas escrita por Mário, e, nas mesas de consulta, o público tem acesso à correspondência completa. Entrada franca.