Setor editorial tem queda acumulada de 17% nos últimos dois anos

Captura de Tela 2017-05-17 às 15.52.04A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, apresentada nesta quarta-feira na sede do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel), mostra que o faturamento total das editoras no ano passado apresentou crescimento nominal de 0,74%, o que significa queda real de 5,2%, levando em conta a variação do IPCA de 6,3% no período. Como consequência, a queda acumulada chega a 17% em dois anos. Segundo o levantamento, realizado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) a pedido do Snel e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), no ano passado o setor produziu 427,2 milhões de exemplares, vendeu 385,1 milhões e faturou R$ 5,27 bilhões. Comparado a 2015.

Mais uma vez, o fator que mais pesou nesse resultado foi o comportamento do segmento Mercado, com crescimento nominal negativo de 3,3%, enquanto que o segmento Governo apresentou um crescimento nominal de 13,8%. Considerado apenas o segmento Mercado, a queda real acumulada no período 2015-2016 passa dos 20%. O subsetor mais afetado pela crise em 2016 foi o de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP), que apresentou uma queda real de 15,8%, com menos 4,5 milhões de exemplares vendidos.

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Da esquerda para direita, o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira; a professora Leda Paulani e a economista Mariana Bueno, da Fipe; e Fernanda Garcia, diretora da CBL

Pela primeira vez foram separadas a produção e a venda de títulos novos e títulos em reimpressão, tendo como base o ISBN dos livros. “O desafio é melhorar o questionário a cada ano”, explicou o presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira. Citando números de 2017 já divulgados pelo Painel das Vendas de Livros no Brasil, estudo feito mensalmente pela Nielsen, ele lembrou que já há sinal de crescimento nas vendas este ano. E disse que antes da Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que começa no dia 31 de agosto, vai anunciar um projeto que visa reposicionar a importância do livro no país.

Também em agosto, serão anunciado os números do Censo do Livro Digital, diagnóstico inédito que está sendo feito com mais de 500 editoras. Por isso, os dados referentes à produção de livros digitais, que integrava a pesquisa desde 2014, não entraram nesta edição.

O levantamento completo pode ser conferido em http://www.snel.org.br/wp-content/uploads/2012/08/Apresenta%C3%A7%C3%A3o_PesquisaFipe_Ano-Base-2016.pdf

Foto: Divulgação

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Pesquisa sobre produção e vendas do setor editorial tem recorde de editoras

Captura de Tela 2017-05-11 às 13.34.50A pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro – ano base 2016 teve recorde de editoras: 229 enviaram seus dados, contribuindo para o diagnóstico do mercado de livros do país. O levantamento será apresentado na próxima quarta-feira no Rio de Janeiro pela professora Leda Paulani e pela economista Mariana Bueno, da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP). O resultado será analisado pelos presidentes do Sindicato Nacional do Editores de Livros, Marcos da Veiga Pereira, e da Câmara Brasileira do Livro, Luís Antonio Torelli.

Venda de livros tem o melhor resultado dos últimos 18 meses

Captura de Tela 2017-04-12 às 23.56.03Dados do terceiro Painel das Vendas de Livros em 2017 apresentados pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen, apurados nas principais livrarias e supermercados no país, mostram que as vendas de livros cresceram 7,09% em faturamento e 6,89% em volume no primeiro trimestre do ano. Esta é considerada a melhor performance nos últimos 18 meses. O levantamento feito no período de 26 de fevereiro a 26 de março deste ano, em comparação com 29 de fevereiro e 27 de março do ano passado, favorecido pelas promoções do Dia Internacional da Mulher nas lojas, também mostra um aumento de 12,34% em valor e de 16,59% em volume. Houve uma queda no preço médio de 3,65%. “A notícia é mais do que esperada pelo mercado e deve ser comemorada pelo fato de demonstrar que a recuperação é sólida, especialmente considerando que os três períodos acumulados já abrangem a época de volta às aulas e o carnaval. Há muito os índices de crescimento não superavam a inflação”, comenta Ismael Borges, gestor do Bookscan Nielsen Brasil

Segundo levantamento de vendas de livros do ano apresenta números positivos

Captura de Tela 2017-03-21 às 16.15.50O segundo Painel de Vendas de Livros em 2017, levantamento feito em fevereiro pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (Snel) e pela Nielsen, apresenta crescimento de 6,33% em faturamento e 7,85% nas vendas em volume, quando comparado ao mesmo período no ano anterior. No acumulado das primeiras oito semanas do ano, os números também têm alta: 5,05% em faturamento e 2,78% em volume. Além disso, o segundo período aponta para um aumento no desconto médio praticado pelos canais de vendas de 3,8 pontos percentuais, indicando um maior esforço promocional nas vendas de livros. O presidente do Snel, Marcos da Veiga Pereira, está otimista. “Acredito que o mercado em geral caminha para a estabilidade e um possível crescimento no segundo semestre, quando a economia brasileira estiver demonstrando sinais mais consistentes de melhoras, principalmente em relação ao emprego”, disse. Os números têm como base o resultado de Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país.

Venda de livros tem queda de 14,10%

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Resultados do décimo Painel das Vendas de Livros no Brasil de 2016, referente ao período de 12 de setembro a 9 de outubro, apontam queda de 14,10% no número de exemplares vendidos em 2016 em relação ao mesmo período de 2015. O levantamento do Sindicato Nacional dos Editores de Livros com a Nielsen mostra que a queda nas vendas impactou também o faturamento apurado por livrarias e supermercados nas vendas de livros. Se no décimo período de 2015 o faturamento alcançou R$ 110.036.872,09, em 2016, bateu R$ 101.530.205,64, queda nominal (desconsiderando a inflação no período que foi de 8,47%) de 7,73%. O décimo período analisado também interrompe uma sequência de recuperação identificada nos períodos anteriores, sobretudo no 8º período, que representou um dos melhores resultados de 2016. Enquanto a variação do 7º período para o 8º foi 9,89% superior em faturamento e a do 8º para o 9º período foi negativa no faturamento em apenas 0,03% (e 1,61% positiva em volume), do 9º para o 10º período, a queda em valor foi de 10,59% e de 6,94% em volume.

Vendas de livros têm forte queda após Jogos Olímpicos

captura-de-tela-2016-10-14-as-11-39-29Após dois períodos consecutivos de recuperação, as vendas de livros se mantiveram estáveis no nono período analisado (de 15/08 a 11/09/2016), divulgado no Painel das Vendas de Livros no Brasil em 2016, apresentado pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e pela Nielsen. Os números têm como base o resultado de Nielsen BookScan Brasil, que apura as vendas das principais livrarias e supermercados no país. As vendas tiveram alta de 1,61% em volume e queda de 0,03% em faturamento. No entanto, comparados aos índices do mesmo período em 2015, houve queda de 8,03% em volume e de 3,09% em faturamento, apesar de um aumento de 5,69% no preço médio. A semana do encerramento das Olimpíadas registrou o pior desempenho do período, com queda de 8% em valor e 16% em volume. “A semana 33 foi a vilã do período. Em uma situação hipotética, em que a performance na semana é igual à média das outras três semanas do período, a variação seria de 0% em valor e -3% em volume”, comenta Ismael Borges, gestor do Bookscan no Brasil. No acumulado do ano, o painel registra queda de 13,50% em volume e 4,64% em valor.

Obras gerais é o setor que apresenta a maior queda em dez anos

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Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL; Leda Paulani, coordenadora da pesquisa; e Mariana Bueno, também da Fipe. Foto: Divulgação/ Marcos Ramos

Utilizando a série histórica da Pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro, levantamento feito anualmente pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), a professora Leda Paulani, que coordena o estudo, compilou, a pedido do Sindicato Nacional dos Editores de Livros (SNEL) e da Câmara Brasileira do Livro (CBL), os dados de 2006 a 2015, para traçar um panorama da atividade editorial no país nos últimos dez anos. Os dados, deflacionados pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (IPCA) e trazidos a valores de 2015, foram apresentados ontem na sede do SNEL. O novo levantamento mostrou uma queda expressiva do faturamento, a maior dela, no subsetor de obras gerais – os outros são didáticos, religiosos e CTP (livros científicos, técnicos e profissionais). “Diminuímos os preços dos livros na esperança de que as vendas fossem aumentar e teríamos mais leitores, mas isso não aconteceu”, disse Marcos da Veiga Pereira, presidente do SNEL, que deu como exemplo o fenômeno O código da Vinci, lançado em 2004 por R$ 39,90. Segundo ele, livros semelhantes hoje são vendidos a R$ 44,90.

Captura de Tela 2016-08-25 às 13.26.46O quadro acima mostra a grande diferença nos livros de obras gerais em relação ao PIB no período. “Não sei dizer como reverter isso, é muito dramático”, afirmou Pereira. Ele lembrou ainda que a indústria editorial tem vivido uma grave inadimplência por parte dos livreiros. Segundo Leda, as livrarias são responsáveis por cerca de 70% do mercado, incluindo os distribuidores. Em seguida, vem o segmento de vendas porta a porta, liderado pela Avon, depois igrejas e templos, escolas e supermercados. O levantamento pode ser conferido no site http://www.snel.org.br/.