Oficina literária de Marcio Vassallo tem nova edição em SP neste sábado

capa evento oficina março 2018A Oficina de Escrita e Reparo ministrada pelo escritor e jornalista carioca Marcio Vassallo tem nova edição neste sábado no Lucia Moretzsohn Ateliê, na Vila Mariana, em São Paulo. Ainda dá para se inscrever até o fim do dia pelo whatsapp. O número é (11) 99685-9422. Por meio de casos, provocações, análise de textos, leituras, debates e histórias, ele vai contar como nascem as personagens e as ideias que dão origem ao seu processo de criação literária, e mostrar de que modo o processo de cada um pode levar a histórias que surpreendam, seduzam e conquistem os leitores.

Foto Vassallo Nov2017Com dinâmicas e exercícios nascidos a partir de reparos na poesia do dia a dia, ele convida os autores a repararem no que é aparentemente banal e sem importância e no que quase sempre passa despercebido dos nossos olhares, por conta das nossas pressas, atropelos, urgências, de nossa incapacidade de parar para ver, e de ver para parar. “Escrever, no caso, é uma consequência desses reparos”, constata Vassallo. Escritores iniciantes ou com livros publicados e interessados em geral na arte da escrita são bem-vindos.

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A literatura antes do livro

O Sesc Pompeia promove logo mais, às 19h30, a primeira edição do projeto “Lá na laje: clube do livro sem livro”. A ideia é promover um diálogo com autores da cena literária independente, que iniciaram sua escrita fora das páginas do livro impresso. Seja na internet, no guardanapo de papel, no slam, sarau ou nas intervenções urbanas. Neste primeiro encontro, “Do balcão do bar aos muros: tinha uma rede social no meio”, nas lajes de leitura da Biblioteca, terá os poetas Ryane Leão, do projeto “Onde Jazz Meu Coração” e autora do livro Tudo nela brilha e queima, com mais de 150 mil seguidores nas redes sociais, e Pedro Gabriel, autor do livro Eu Me Chamo Antônio, uma série de volumes com textos escritos em guardanapos. Eles falam sobre seus processos criativos e as etapas que percorreram até terem suas obras publicadas. A mediação será da jornalista Jéssica Balbino, co-curadora do evento com o núcleo socioeducativo do Sesc Pompeia. O clube Lá na Laje será realizado na terceira semana de cada mês, sempre às quartas-feiras, até junho. Já estão confirmadas as presenças de Lâmia Brito e Giovanna Lima, na mesa de abril, que vai debater “Literatura nos muros da cidade: obra permanente e a céu aberto”. Em maio, os convidados são a poeta Jô Freitas e o escritor Jessé Andarilho. Ambos vão falar sobre “Narrativas literárias: precisamos mesmo de livro impresso?”. Já no encontro do mês de junho, o tema será “Entrelinhas: no tecido, nos muros e na música, uma literatura viva”, com a artista Karen Dolorez e o grupo de rap Santa Mala, da Bolívia.

Livro que inspirou filme que chega aos cinemas brasileiros amanhã ganha nova edição

image003Dirigido pela espanhola Isabel Coixet, o filme A livraria estreia amanhã no Brasil, contando a história de Florence Green, um mulher que desafia vários interesses para abrir um estabelecimento livreiro em uma pequena cidade do interior da Inglaterra, no fim dos anos 1950. O livro no qual ela se baseou, A livraria (Bertrand Brasil), de Penelope Fitzgerald, foi finalista do Booker Prize quando foi lançado, em 1978. A nova edição faz referência ao filme na capa e tem apresentação de David Nicholls, autor de Um dia, romance que também foi parar nas telas. A tradução é de Sonia Coutinho. Penelope Fitzgerald, um dos grandes nomes da literatura inglesa, foi romancista, poeta, ensaísta e biógrafa. Ganhou o Booker Prize em 1979 com Offshore. Em 1999, levou o Golden Pen Award por sua contribuição à literatura. Morreu no ano seguinte.

Clássico da literatura brasileira ganha nova montagem nos palcos

O espetáculo O Ateneu estreia nesta terça-feira no Teatro Oi Casa Grande (Av. Afrânio de Mello Franco, 290 – Leblon – Rio de Janeiro), homenageando Carlos Wilson, o Damião, 30 anos depois da montagem original realizada por ele, que revelou uma geração de atores, como Selton Mello, Du Moscovis, Marcelo Serrado e Bianca Comparato. Baseado no romance de Raul Pompéia, a peça tem apresentações as terças e quartas-feiras, às 19h, até 4 de abril, com 37 novos atores, entre eles Vitor Thiré e Caio Manhente.  A direção da remontagem é de Oberdan Junior e Marcelo Cavalcanti. Os figurinos são de Biza Vianna e a música original de Milton Nascimento e Fernando Brant. O espetáculo conta a trajetória do menino Sérgio dentro de um internato no final do Século XIX, um pequeno mundo em que ele vai viver suas primeiras amizades, experimentar a hipocrisia, descobrir o amor e enfrentar muitas injustiças.

Fotos: Divulgação/ Julio Ricardo

Crônicas que podem ser notícias, que podem ser fábulas, que podem ser poemas de Mariana Ianelli

Foto 2017 Mariana IanelliPoeta, ensaísta e crítica literária, a paulistana Mariana Ianelli reúne em Entre imagens para guardar (Ardotempo) uma seleção de crônicas, gênero que escreve desde 2013, primeiro no site Vida breve e depois na revista eletrônica Rubem. A narrativa que fala de pessoas, de coisas e do mundo tem um tom poético, uma linguagem delicada para falar do cotidiano simples, às vezes árido.

SM – A capa do livro diz que são crônicas, um gênero literário com tom jornalístico, mas as suas têm um forte toque poético. Como você define seus textos?

MI – Nem sempre a crônica tem tom jornalístico, se a gente pensar, por exemplo, num cronista como Paulo Mendes Campos. A crônica pode ser uma janela no meio do dia onde alguém se debruça para olhar alguma coisa, às vezes por nada, só por curiosidade. Pode ser uma história real em tom de fábula. Pode ser a imagem de um quadro, uma cena de filme, um livro. Pode ser uma carta desabusadamente poética para o leitor. Qualquer coisa pode ser notícia numa crônica e a notícia, dentro da crônica, também pode virar metáfora. É aí que a poesia, digamos, se intromete. Às vezes parte de algo muito pessoal mas que é absolutamente familiar para quem está lendo. A crônica é um gênero em que me sinto livre para me deixar levar no embalo de uma frase ritmada. A crônica pode ter a ver com a ocasião da data, com alguma ironia ou melancolia de época, com qualquer coisa em que a gente põe uma atenção depois divaga. Escrevo para a revista Rubem aos sábados e isso também acabei incorporando ao texto, essa sugestão de pausa, esse espírito do sábado. Para mim a crônica é uma espécie de sábado nosso de cada dia, momento de parar um pouco e ter uma experiência poética com o que quer que seja.

SM – Você costuma escrever em um site. A internet tem esse caráter da agilidade, da rapidez, do efêmero, diferente do livro. Você retrabalhou as crônicas?

MI – Algumas crônicas são planejadas, levam tempo, por exemplo, uma que escrevi por ocasião dos 500 anos de Santa Teresa d’Ávila ou nos 130 anos de morte de Emily Dickinson. Mas, fora essas crônicas de calendário, os textos costumam ser curtos, mais concentrados. Nesse caso, a agilidade é importante, é o próprio motor do texto, tem a ver com a maneira como a coisa vai ser dita, tem a ver com ritmo, e esse ritmo em geral vem de primeira. O que depois eu trabalho é uma palavra aqui, uma expressão ali, detalhes.

SM – Como equilibra sua literatura entre o ensaio e a prosa?

MI – De uma maneira ou de outra, tudo se comunica, mesmo com diferenças de abordagem. Num ensaio, o texto é uma conversação de vozes. Na prosa poética é alguma coisa trabalhada desde dentro da palavra, é uma voz própria, mesmo que atravessada por outras vozes. Num caso e no outro, a matéria de interesse, compósita por natureza, contraditória, sensível, humana, é a mesma. É bom ter em mente esse trânsito aberto porque vêm daí grandes achados. Mesmo os erros podem ser magníficos. É nunca perder a liberdade de criar.

Entre imagens para guardar_Capa

Prazo para concurso estudantil do Flipoços termina nesta sexta-feira

concurso_flipoços2Termina nesta sexta-feira o prazo para entrega dos trabalhos do Concurso Estudantil 2018, que faz parte do Festival Literário Internacional de Poços de Caldas (Flipoços). As instituições de ensino públicas e privadas do município mineiro estimulam a produção de redações e desenhos com a temática do evento deste ano, “A literatura & os outros saberes”. O resultado será divulgado no dia 13 de abril e a premiação será dia 3 de maio, dentro da programação do evento, que vai de 28 de abril a 6 de maio. Na edição de 2017 foram recebidos 245 trabalhos, entre redações e desenhos. A programação oficial do Flipoços 2018 está no ar no site www.flipocos.com.

A infância de Machado de Assis, para os pequenos

74630451-10e5-4203-a56c-ce3753975e0fA infância pobre de Machado de Assis é o tema de O menino que vendia sonhos (Escrita Fina), de Alexandre Azevedo. Autor de mais de 120 livros, muitos voltados para crianças, o escritor mineiro faz uma historinha curta mostrando Machado de Assis como um menino de dez anos vendendo pelas ruas do centro do Rio de Janeiro os sonhos feitos pela madrasta. As ilustrações em tons sépia de Rubem Filho recriam a cidade do século XIX, retratada nos clássicos do Bruxo do Cosme Velho. Ideal para crianças a partir dos cinco anos, que já vão se familiarizando com o nome de um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos.